Parto e Amamentação em Gestantes com Infecções

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019

Enunciado

Parturiente de 38 anos, G6P5A0, é portadora do vírus da herpes genital, ausência de lesão ativa em topografia vaginal no momento do trabalho de parto; teve infecção sifilítica tratada há 1 ano e tuberculose em tratamento há 6 meses no prénatal. Recomenda-se:

Alternativas

  1. A) parto cesariana; amamentação natural contraindicada;
  2. B) parto cesariana; amamentação natural liberada associada a tratamento profilático de neonato para tuberculose.
  3. C) parto cesariana; amamentação natural liberada.
  4. D) via de parto obstétrica; amamentação natural liberada.
  5. E) via de parto obstétrica; amamentação natural contraindicada.

Pérola Clínica

Herpes genital sem lesão ativa → parto vaginal. Sífilis tratada há >1 ano e TBC em tratamento → amamentação liberada.

Resumo-Chave

A ausência de lesões ativas de herpes genital no momento do trabalho de parto permite o parto vaginal. Sífilis tratada adequadamente há mais de um ano e tuberculose em tratamento há mais de 2 semanas (com baciloscopia negativa ou em fase de melhora) não contraindicam a amamentação.

Contexto Educacional

O manejo de gestantes com infecções como herpes genital, sífilis e tuberculose requer um conhecimento aprofundado das diretrizes para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido. A via de parto e a recomendação para amamentação são decisões cruciais que dependem do status da infecção e do tratamento realizado. Para a herpes genital, a principal preocupação é a transmissão vertical durante o parto vaginal. Se a gestante não apresentar lesões herpéticas ativas no trato genital ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto, o parto vaginal é a via de escolha. A cesariana é reservada para casos de lesões ativas. Quanto à sífilis, se a infecção foi tratada adequadamente há mais de um ano, o risco de transmissão congênita é minimizado, e a amamentação é liberada, desde que não haja lesões sifilíticas ativas na mama. No caso da tuberculose, o tratamento durante a gestação é fundamental. Se a mãe estiver em tratamento há pelo menos duas semanas, com melhora clínica e, idealmente, com baciloscopia negativa, a amamentação é geralmente segura e recomendada. Em situações de tuberculose ativa e bacilífera, a amamentação pode ser liberada com precauções como o uso de máscara pela mãe e, em alguns casos, quimioprofilaxia para o neonato, dependendo da avaliação do risco de exposição e da idade do bebê. Residentes devem estar atualizados com as diretrizes para tomar decisões informadas e seguras.

Perguntas Frequentes

Quando a herpes genital contraindica o parto vaginal?

O parto vaginal é contraindicado e a cesariana é recomendada se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) no trato genital ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto, devido ao alto risco de transmissão vertical.

A sífilis tratada na gestação contraindica a amamentação?

Não. Se a sífilis foi adequadamente tratada durante a gestação e não há lesões ativas na mama, a amamentação é liberada. O tratamento previne a transmissão congênita e a amamentação não é uma via de transmissão significativa.

Quais são as recomendações para amamentação em gestantes com tuberculose?

Gestantes com tuberculose pulmonar em tratamento há pelo menos 2 semanas, com melhora clínica e baciloscopia negativa (ou em fase de melhora), podem amamentar. Em casos de TB ativa e bacilífera, a amamentação pode ser permitida com uso de máscara pela mãe e tratamento profilático para o neonato.

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