FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Primigesta, 18 anos, gestação de 24 semanas, em consulta na UBS devido lesões na região vulvar. Feito diagnóstico de herpes genital, sendo tratada com Aciclovir por via oral. A paciente deseja realizar parto por via vaginal. Para evitar a transmissão vertical, em qual fase da gestação deve ser realizada a terapia supressiva com aciclovir?
Herpes genital recorrente → Aciclovir supressivo a partir da 36ª semana até o parto.
A terapia supressiva no final da gestação reduz a excreção viral e a recorrência de lesões no parto, diminuindo a necessidade de cesariana.
O manejo do herpes simples na gestação foca na prevenção da infecção neonatal, que ocorre majoritariamente durante a passagem pelo canal de parto. A primoinfecção no terceiro trimestre é o cenário de maior risco devido à ausência de anticorpos maternos transplacentários. Para casos de herpes recorrente, a supressão farmacológica com aciclovir no termo é uma estratégia eficaz para reduzir a carga viral e garantir que a paciente chegue ao parto sem lesões clínicas, permitindo a via vaginal quando desejada.
Em gestantes com história de herpes genital recorrente, a terapia supressiva com aciclovir (ou valaciclovir) deve ser iniciada na 36ª semana de gestação e mantida continuamente até o momento do parto.
Sim, a presença de lesões herpéticas ativas (vesículas ou úlceras) ou pródromos (dor, queimação) no momento do trabalho de parto é indicação de cesariana para evitar o contato direto do recém-nascido com o vírus.
A infecção neonatal pelo HSV é extremamente grave, podendo manifestar-se como encefalite, doença disseminada com falência multiorgânica ou lesões localizadas (pele, olhos e boca), apresentando alta morbimortalidade.
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