HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Marque a alternativa CORRETA. A causa mais comum de doença genital vesículo- ulcerativa, sendo mais frequente em indivíduos sexualmente ativos na faixa etária de 15 a 29 anos, é:
Herpes genital (HSV-2) = causa mais comum de doença genital vesículo-ulcerativa em jovens sexualmente ativos.
A herpes genital, causada principalmente pelo vírus Herpes Simples tipo 2 (HSV-2), é a etiologia mais frequente de lesões vesículo-ulcerativas na região genital. Sua alta prevalência em indivíduos sexualmente ativos, especialmente na faixa etária de 15 a 29 anos, a torna uma das ISTs mais comuns e clinicamente relevantes.
A herpes genital é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) altamente prevalente, causada principalmente pelo vírus Herpes Simples tipo 2 (HSV-2) e, em menor grau, pelo HSV-1. É reconhecida como a causa mais comum de doença genital vesículo-ulcerativa em todo o mundo, afetando predominantemente indivíduos sexualmente ativos, especialmente na faixa etária de 15 a 29 anos. Sua importância clínica reside não apenas na morbidade que causa, mas também no risco aumentado de transmissão de outras ISTs, incluindo o HIV. A fisiopatologia envolve a infecção das células epiteliais e nervosas, com o vírus estabelecendo latência nos gânglios sensoriais. As lesões primárias são caracterizadas por vesículas agrupadas sobre uma base eritematosa, que rapidamente se rompem para formar úlceras dolorosas. Essas lesões podem ser acompanhadas de sintomas sistêmicos como febre, mialgia e linfadenopatia inguinal. As recorrências são comuns, embora geralmente menos graves e de menor duração que a primoinfecção. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas pode ser confirmado por testes laboratoriais como PCR ou cultura viral. O tratamento é sintomático e antiviral, utilizando medicamentos como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que reduzem a duração e a intensidade dos surtos, além de poderem ser usados em terapia supressiva para reduzir a frequência de recorrências. Aconselhamento sobre prevenção da transmissão e manejo psicossocial são componentes essenciais do cuidado.
A herpes genital se manifesta por vesículas agrupadas sobre base eritematosa que evoluem para úlceras dolorosas, crostas e cicatrização. Pode haver sintomas prodrômicos como prurido e parestesia, além de sintomas sistêmicos na primoinfecção.
O diagnóstico é principalmente clínico, baseado nas lesões típicas. Pode ser confirmado por PCR ou cultura viral das lesões, ou por sorologia para detecção de anticorpos específicos (IgG para HSV-1 e HSV-2) em casos atípicos ou para rastreamento.
O tratamento é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que reduzem a duração e a gravidade dos surtos, além de diminuir a frequência de recorrências. Não há cura, mas o tratamento supressivo pode ser indicado para casos frequentes.
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