Herpes Genital: Diagnóstico Diferencial de Úlceras

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2021

Enunciado

A respeito da infecção pelo vírus herpes simples 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A infecção pelo vírus pode ser assintomática ou sintomática. Os casos sintomáticos ocorrem com maior frequência e podem ser divididos em primoinfecção herpética e surtos recorrentes.
  2. B) A primoinfecção herpética apresenta, em geral, uma sintomatologia mais branda que a recorrente.
  3. C) Após a infecção genital, o HSV ascende pelos vasos linfáticos, penetra nos linfonodos e entra em um estado de latência.
  4. D) Devido à disseminação do vírus pelo sistema linfático na primoinfecção, a forma clínica recorrente tende a estar distante da localização da lesão inicial.
  5. E) Os diagnósticos diferenciais incluem outras infecções sexualmente transmissíveis, como, por exemplo, o cancroide, a sif́ ilis, o linfogranuloma venéreo, a donovanose e as úlceras traumáticas.

Pérola Clínica

Herpes genital: Diagnóstico diferencial amplo, incluindo outras ISTs ulcerativas (sífilis, cancroide, LGV, donovanose) e úlceras traumáticas.

Resumo-Chave

As lesões ulcerativas causadas pelo vírus herpes simples (HSV) podem ser clinicamente indistinguíveis de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que causam úlceras genitais, como sífilis, cancroide, linfogranuloma venéreo e donovanose, além de lesões traumáticas. Por isso, um diagnóstico diferencial abrangente é essencial.

Contexto Educacional

As infecções pelo vírus herpes simples (HSV-1 e HSV-2) são extremamente comuns globalmente, sendo o HSV-1 frequentemente associado a lesões orais (herpes labial) e o HSV-2 a lesões genitais (herpes genital). No entanto, ambos os tipos podem causar infecções em qualquer local. A importância clínica reside na alta prevalência, na natureza recorrente da infecção e na capacidade de transmissão, especialmente sexualmente. A infecção pelo HSV pode ser assintomática ou sintomática. A primoinfecção herpética, seja oral ou genital, tende a ser mais grave, com múltiplas lesões vesiculares que evoluem para úlceras dolorosas, acompanhadas de sintomas sistêmicos como febre, mal-estar e linfadenopatia regional. Após a primoinfecção, o vírus estabelece latência nos gânglios sensitivos e pode ser reativado periodicamente, causando surtos recorrentes que são geralmente mais brandos e localizados. O diagnóstico de herpes genital é frequentemente clínico, mas a confirmação laboratorial (PCR ou cultura viral das lesões) é importante, especialmente em casos atípicos ou para fins de aconselhamento. Crucialmente, o diagnóstico diferencial das úlceras genitais é amplo e inclui outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como sífilis (cancro duro), cancroide, linfogranuloma venéreo e donovanose, além de causas não infecciosas como úlceras traumáticas ou doenças inflamatórias. O tratamento visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência dos surtos e diminuir o risco de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da primoinfecção herpética?

A primoinfecção herpética é geralmente mais grave e prolongada que os surtos recorrentes, podendo apresentar múltiplas lesões vesiculares e ulceradas, dor intensa, febre, mal-estar e linfadenopatia regional.

Onde o vírus herpes simples permanece em latência?

Após a infecção inicial, o HSV ascende pelos nervos periféricos e estabelece latência nos gânglios sensitivos (ex: gânglio do trigêmeo para HSV-1 oral, gânglios sacrais para HSV-2 genital).

Como diferenciar clinicamente o herpes genital de outras ISTs ulcerativas?

Embora existam algumas características sugestivas (ex: úlceras dolorosas e vesículas no herpes, úlcera indolor na sífilis primária), a diferenciação clínica pode ser difícil e frequentemente requer testes laboratoriais específicos para cada patógeno.

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