PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Você está de plantão na UPA do Campo Comprido e atende uma paciente chorando com queixa de dor vaginal. Ela tem 17 anos e iniciou atividade sexual homoafetiva há 2 anos e faz uso de condon irregularmente. A data da última menstruação foi há 2 dias e a dor piorou na menstruação. Tem queixa de disúria e dificuldade de urinar em virtude da dor. Você examina a paciente e o exame físico é condizente com a figura abaixo; e você não consegue fazer o exame especular em virtude da dor. Qual o tratamento e as orientações gerais que você dá para a paciente do caso descrito, segundo o protocolo atual do Ministério da Saúde?
Herpes genital: dor intensa, lesões vesiculares/ulceradas → Aciclovir oral e aconselhamento de risco.
A dor vaginal intensa que impede o exame especular, associada a disúria e lesões, é altamente sugestiva de herpes genital. O tratamento com aciclovir oral é padrão, e o aconselhamento sobre prevenção de ISTs é fundamental, especialmente em adolescentes com práticas sexuais de risco.
O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo vírus Herpes Simplex (HSV), predominantemente HSV-2. É uma condição crônica com episódios de recorrência, e seu diagnóstico e manejo adequados são essenciais na prática clínica, especialmente em serviços de emergência e atenção primária. A apresentação clínica em adolescentes pode ser particularmente dolorosa e impactante, exigindo uma abordagem sensível e completa. A prevalência de ISTs em populações jovens e sexualmente ativas ressalta a importância de um alto índice de suspeição. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais e o estabelecimento de latência nos gânglios nervosos, o que explica as recorrências. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nas características das lesões e sintomas. Em casos atípicos, a confirmação laboratorial por PCR ou cultura viral pode ser útil. É crucial suspeitar de herpes genital em pacientes com dor genital aguda, disúria e lesões vesiculares ou ulceradas, especialmente se houver dificuldade para realizar o exame especular devido à dor. O tratamento visa aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização e reduzir a frequência e gravidade das recorrências. O aciclovir oral é a terapia antiviral de escolha, conforme os protocolos do Ministério da Saúde. Além do tratamento medicamentoso, o aconselhamento abrangente sobre saúde sexual, prevenção de ISTs e redução de risco é um pilar fundamental da conduta, contribuindo para a educação do paciente e a saúde pública. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a infecção é incurável e as recorrências são comuns.
O primeiro episódio de herpes genital geralmente se manifesta com dor intensa, múltiplas lesões vesiculares ou ulceradas na região genital, disúria, e pode haver febre e linfadenopatia inguinal. A dor pode ser tão severa que impede o exame físico.
O tratamento recomendado para o primeiro episódio de herpes genital é o aciclovir oral, geralmente 400mg, 3 vezes ao dia, por 7 a 10 dias. Além da medicação, o aconselhamento sobre prevenção de ISTs e redução de risco é fundamental.
O aconselhamento é crucial para que o paciente compreenda a natureza crônica da infecção, aprenda a reconhecer os sintomas, minimize o risco de transmissão para parceiros e adote práticas sexuais mais seguras, como o uso consistente de preservativos.
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