Infecções Vaginais: Diagnóstico e Manejo das ISTs Comuns

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025

Enunciado

As alterações no equilíbrio da flora vaginal podem levar a crescimento abundante de patógenos que causam sintomas desagradáveis e até outras alterações clínicas mais sérias para a saúde feminina como a infertilidade consequente ao episódio de doença inflamatória pélvica. Destaca-se a importância do diagnóstico correto e tratamento de tais afecções. Sobre este tema, está CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A sífilis é considerada uma infecção sexualmente transmissível, com diagnóstico na fase primaria frequente, pela formação de úlcera dolorosa e de duração maior que 6 semanas, quando não tratada adequadamente.
  2. B) O herpes genital é a doença ulcerosa mais prevalente e é uma infecção crônica, com reativação espontânea.
  3. C) A chamada vaginose bacteriana é uma frequente causa de descarga vaginal com odor desagradável, sendo considerada iminentemente de transmissão sexual e o parceiro sempre deve ser tratado.
  4. D) As infecções fúngicas mais frequentes são por cândida glabrata e quando há mais de 2 episódios por ano são consideradas complicadas, mas frequentemente respondem aos esquemas tradicionais de tratamentos curtos.

Pérola Clínica

Herpes genital = doença ulcerosa mais prevalente, crônica com reativações espontâneas.

Resumo-Chave

O herpes genital é uma infecção viral crônica causada pelo HSV, caracterizada por lesões vesiculares que evoluem para úlceras dolorosas e recorrentes. É a causa mais comum de úlceras genitais e suas reativações são frequentes, impactando a qualidade de vida.

Contexto Educacional

As infecções vaginais representam uma parcela significativa das queixas ginecológicas, abrangendo desde desequilíbrios da flora até infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz e para prevenir complicações como doença inflamatória pélvica e infertilidade. A compreensão das características clínicas e epidemiológicas de cada condição é essencial para a prática médica. A sífilis primária, uma IST causada pelo Treponema pallidum, manifesta-se por um cancro duro, úlcera indolor que regride espontaneamente. O herpes genital, causado pelo vírus HSV, é a doença ulcerosa genital mais prevalente, caracterizada por lesões vesiculares dolorosas e recorrentes, sendo uma infecção crônica. A vaginose bacteriana, por sua vez, é um desequilíbrio da flora vaginal com supercrescimento de bactérias anaeróbias, resultando em corrimento com odor fétido, mas não é uma IST no sentido estrito, e o tratamento do parceiro não é rotineiro. A candidíase vulvovaginal, causada principalmente por Candida albicans, é uma infecção fúngica comum. Casos recorrentes (mais de 4 episódios por ano) ou causados por espécies não-albicans (como C. glabrata) são considerados complicados e podem exigir esquemas de tratamento mais prolongados ou específicos. O manejo adequado de cada uma dessas condições é crucial para a saúde feminina e para a prevenção da disseminação de ISTs.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da sífilis primária?

A sífilis primária é caracterizada por um cancro duro, uma úlcera indolor, de bordas elevadas e fundo limpo, que geralmente desaparece espontaneamente em 3 a 6 semanas, mesmo sem tratamento.

A vaginose bacteriana é uma infecção sexualmente transmissível?

A vaginose bacteriana não é considerada uma IST clássica, mas sim um desequilíbrio da flora vaginal. O tratamento do parceiro sexual não é rotineiramente indicado, a menos que seja um parceiro feminino.

Quais são os principais agentes etiológicos da candidíase vaginal?

As infecções fúngicas vaginais são predominantemente causadas por Candida albicans (85-90% dos casos). Candida glabrata e outras espécies não-albicans são menos comuns, mas podem ser mais resistentes aos tratamentos tradicionais.

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