UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 28 anos apresenta úlcera genital dolorosa há 5 dias. Relata febre e mal-estar geral antes do aparecimento da lesão. Exame físico: imagem. AP: múltiplas parcerias sexuais nos últimos meses sem uso de preservativos.Em face do exposto, a hipótese diagnóstica é:
Úlcera genital dolorosa + pródromos (febre/mal-estar) + múltiplas parcerias → Herpes Genital.
A apresentação clínica de úlceras genitais dolorosas, precedidas por sintomas prodrômicos como febre e mal-estar geral, em um paciente com múltiplos parceiros sexuais e sem uso de preservativos, é altamente sugestiva de herpes genital. As lesões herpéticas tipicamente iniciam como vesículas que se rompem, formando úlceras dolorosas.
O herpes genital é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns, causada principalmente pelo vírus herpes simples tipo 2 (HSV-2) e, em menor grau, pelo tipo 1 (HSV-1). Sua prevalência é alta e a infecção é crônica, com períodos de latência e reativação. A compreensão de sua apresentação clínica e manejo é crucial para a saúde pública e para a prática clínica diária. A fisiopatologia envolve a infecção das células epiteliais e neurônios sensoriais, onde o vírus permanece latente nos gânglios nervosos. A reativação pode ser desencadeada por estresse, imunossupressão ou trauma. Clinicamente, a primo-infecção é geralmente mais grave, com múltiplas úlceras dolorosas, febre, mal-estar, mialgia e linfadenopatia inguinal. As recorrências tendem a ser mais brandas e localizadas. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por cultura viral, PCR ou sorologia para HSV. O tratamento do herpes genital é sintomático e antiviral, visando reduzir a gravidade e a duração dos surtos, além de prevenir recorrências e a transmissão. Antivirais como aciclovir, valaciclovir e fanciclovir são a base da terapia. É fundamental orientar o paciente sobre a natureza crônica da doença, a importância do uso de preservativos e a possibilidade de transmissão mesmo na ausência de lesões visíveis, para reduzir o estigma e promover a saúde sexual.
Os sintomas clássicos incluem úlceras genitais dolorosas, vesículas agrupadas, eritema, prurido, disúria e, frequentemente, sintomas prodrômicos como febre, mal-estar, mialgia e linfadenopatia inguinal.
O herpes genital se diferencia pela dor intensa das lesões, pela presença de vesículas antes das úlceras e pelos sintomas prodrômicos sistêmicos. O cancro mole também é doloroso, mas sem vesículas e com linfonodos supurativos. A sífilis primária é caracterizada por uma úlcera indolor (cancro duro).
O tratamento é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que ajudam a reduzir a duração e a gravidade dos surtos, além de suprimir recorrências. Não há cura para a infecção por HSV.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo