UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Mulher de 36 anos refere queixa de ardência em região genital há 15 dias. Durante o exame ginecológico, observa-se a presença de lesões vulvares, pleomórficas, em forma de vesícula e úlceras com hiperemia intensa. Não foram observadas secreções patológicas. De acordo com o quadro clínico, o diagnóstico é
Lesões genitais vesiculares que evoluem para úlceras dolorosas com hiperemia intensa → forte suspeita de Herpes Genital.
O herpes genital é caracterizado por lesões vesiculares agrupadas sobre base eritematosa que rapidamente se rompem, formando úlceras dolorosas. A ardência e a hiperemia intensa são sintomas comuns, e a ausência de secreção patológica ajuda a diferenciá-lo de outras ISTs com corrimento.
O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada principalmente pelo vírus Herpes Simplex tipo 2 (HSV-2), embora o HSV-1 também possa ser responsável. É uma das ISTs mais comuns e se caracteriza por episódios recorrentes de lesões genitais. A importância clínica reside no desconforto significativo que causa, no impacto psicossocial e no risco de transmissão, inclusive vertical durante o parto. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais, levando à formação de vesículas que se rompem e formam úlceras. O vírus então migra para os gânglios nervosos sensoriais, onde permanece em latência, podendo reativar-se periodicamente. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na apresentação das lesões. Os sinais clássicos incluem ardência, prurido e dor na região genital, seguidos pelo surgimento de lesões vesiculares agrupadas sobre uma base eritematosa. Essas vesículas rapidamente se rompem, formando úlceras rasas, dolorosas, com bordas irregulares e fundo limpo, muitas vezes acompanhadas de hiperemia intensa. O tratamento do herpes genital é sintomático e antiviral, com medicamentos como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que reduzem a duração e a intensidade dos surtos, além de diminuir a frequência das recorrências. Não há cura para a infecção, mas o manejo adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. É crucial o aconselhamento sobre a transmissão e a prevenção, incluindo o uso de preservativos e a abstenção de relações sexuais durante os surtos.
Os sinais e sintomas clássicos incluem ardência, prurido e dor na região genital, seguidos pelo surgimento de lesões vesiculares agrupadas sobre uma base eritematosa, que evoluem para úlceras dolorosas com hiperemia intensa.
O herpes genital se diferencia por suas lesões vesiculares agrupadas que ulceram, sendo dolorosas e com fundo limpo. O cancro duro da sífilis é geralmente indolor, e o cancro mole apresenta úlceras dolorosas com bordas irregulares e fundo purulento.
O tratamento é com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que reduzem a duração e intensidade dos surtos. A prevenção de recorrências envolve terapia supressiva com antivirais e aconselhamento sobre medidas de proteção sexual.
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