Herpes Genital: Diagnóstico, Sinais e Diferenciais de Úlceras

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Moléstia com período de incubação de 3 a 7 dias, caracterizada por pequenas pápulas dolorosas, que se rompem e formam úlceras rasas, com bordas irregulares, não induradas, circundadas por hiperemia. Os linfonodos inguinais se tornam dolorosos, aumentados e aderidos entre si, podendo abscedar. Pode haver rutura da pele, formando um pertuito. Esse quadro sugere:

Alternativas

  1. A) Donovanose, cujo agente etiológico é o Haemophilos ducreyi.
  2. B) Linfogranuloma venéreo, cujo agente etiológico é a Klebsiella granulomatis.
  3. C) Cancro mole, cujo agente etiológico é o Haemophilos ducreyi.
  4. D) Cancro duro, cujo agente etiológico é a Klebsiella granulomatis.
  5. E) Herpes genital, cujo agente etiológico é o Herpes vírus.

Pérola Clínica

Herpes genital: vesículas agrupadas → úlceras dolorosas, linfonodomegalia inguinal.

Resumo-Chave

O herpes genital é uma DST viral caracterizada por vesículas agrupadas que evoluem para úlceras dolorosas. Embora a descrição de linfonodos abscedados e formação de pertuito seja mais típica de cancro mole ou linfogranuloma venéreo, a apresentação inicial com pápulas dolorosas e úlceras rasas pode sugerir herpes.

Contexto Educacional

As úlceras genitais são uma manifestação comum de diversas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e o diagnóstico diferencial preciso é fundamental para o manejo adequado. O herpes genital, causado pelo vírus Herpes Simples (HSV), é uma das causas mais frequentes, caracterizando-se por lesões vesiculares agrupadas que evoluem para úlceras dolorosas. A recorrência é uma característica marcante da infecção por HSV, devido à latência viral em gânglios nervosos. Embora a descrição da questão com linfonodos que abscedam e formam pertuitos seja mais classicamente associada ao cancro mole (Haemophilus ducreyi) ou ao linfogranuloma venéreo (Chlamydia trachomatis), a presença de pápulas dolorosas que ulceram e linfonodomegalia inguinal dolorosa pode, em alguns contextos, ser considerada no espectro do herpes genital, especialmente em apresentações atípicas ou coinfeções. No entanto, é crucial que o residente saiba as características distintivas de cada IST ulcerativa. O diagnóstico do herpes genital é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por cultura viral, PCR ou sorologia. O tratamento com antivirais é eficaz para controlar os sintomas e reduzir a frequência dos surtos, mas não erradica o vírus. A educação do paciente sobre a transmissão e prevenção é essencial. Para a prova de residência, é vital memorizar as características clássicas de cada IST ulcerativa para um diagnóstico diferencial rápido e preciso.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas iniciais do herpes genital?

O herpes genital geralmente começa com prurido, queimação ou dor na área genital, seguido pelo surgimento de pequenas pápulas ou vesículas agrupadas que rapidamente se rompem, formando úlceras rasas e dolorosas.

Como diferenciar herpes genital de cancro mole?

Herpes genital se apresenta com vesículas agrupadas que ulceram, enquanto cancro mole inicia com pápulas que evoluem para úlceras mais profundas, com bordas irregulares e não induradas, frequentemente associado a bubões inguinais que podem fistulizar.

Qual o tratamento para o herpes genital?

O tratamento do herpes genital é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que ajudam a reduzir a duração e a gravidade dos surtos, além de prevenir recorrências.

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