Úlceras Genitais: Diagnóstico Diferencial e Tratamento de ISTs

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Considere os seguintes casos clínicos de mulheres na menacme com vida sexual ativa, sem parceiro fixo, que apresentam as lesões genitais citadas a seguir.I. Vesículas coalescentes dolorosas na região genital externa, algumas rotas com ulceração e crostas. Presença de gânglios inguinais um pouco aumentados e dolorosos. II. Lesão ulcerada indolor de bordas salientes e endurecidas, base avermelhada não purulenta. Presença de linfadenomegalia inguinal discreta homolateral. O agente etiológico e um tratamento possível para os casos I e II são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Caso I: Herpes simples vírus - aciclovir. Caso II: Treponema pallidum - penicilina benzatina.
  2. B) Caso I: Herpes simples vírus - cuidados locais. Caso II: Haemophilus ducreyi -azitromicina.
  3. C) Caso I: Chlamydia trachomatis - doxiciclina. Caso II: Treponema pallidum - penicilina benzatina.
  4. D) Caso I: Haemophilus ducreyi - azitromicina. Caso II: Treponema pallidum - penicilina benzatina.
  5. E) Caso I: Herpes simples vírus - aciclovir. Caso II: Haemophilus ducreyi - doxiciclina.

Pérola Clínica

Úlcera genital dolorosa + vesículas → Herpes Genital (HSV); Úlcera genital indolor + bordas endurecidas → Sífilis Primária (Cancro Duro).

Resumo-Chave

O diagnóstico diferencial das úlceras genitais é crucial. Lesões vesiculares que evoluem para úlceras dolorosas e gânglios dolorosos são altamente sugestivas de Herpes Genital (HSV). Já uma úlcera indolor, de bordas elevadas e endurecidas (cancro duro), com linfadenopatia discreta, é clássica da Sífilis Primária (Treponema pallidum).

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial das úlceras genitais é um desafio comum na prática clínica, especialmente em pacientes sexualmente ativos. As principais causas incluem Herpes Genital (HSV), Sífilis (Treponema pallidum) e Cancro Mole (Haemophilus ducreyi), cada uma com características clínicas e abordagens terapêuticas distintas. O Herpes Genital manifesta-se com vesículas dolorosas que evoluem para úlceras rasas, acompanhadas de linfadenopatia inguinal dolorosa. A Sífilis Primária, por sua vez, apresenta o cancro duro: uma úlcera indolor, de bordas endurecidas, com linfadenopatia discreta. O Cancro Mole causa úlceras múltiplas, dolorosas, com base purulenta e linfadenopatia supurativa. O tratamento é etiológico: aciclovir (ou análogos) para herpes, penicilina benzatina para sífilis e azitromicina (ou outros antibióticos) para cancro mole. A correta identificação da etiologia é fundamental para um tratamento eficaz, prevenção de complicações e interrupção da cadeia de transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Perguntas Frequentes

Quais as características clínicas da úlcera herpética?

A úlcera herpética é tipicamente precedida por vesículas dolorosas que coalescem e se rompem, formando úlceras rasas e dolorosas, frequentemente acompanhadas de linfadenopatia inguinal dolorosa e sintomas sistêmicos como febre e mal-estar.

Como se apresenta o cancro duro da sífilis primária?

O cancro duro é uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e endurecidas, com base limpa e avermelhada. Geralmente é acompanhado por linfadenopatia inguinal discreta, não dolorosa e bilateral.

Qual o tratamento de escolha para sífilis primária e herpes genital?

O tratamento de escolha para sífilis primária é a penicilina benzatina intramuscular. Para o herpes genital, o tratamento antiviral com aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir é indicado para reduzir a duração e gravidade dos surtos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo