Herpes Genital: Diagnóstico Clínico de Lesões Vesiculares Dolorosas

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 22 anos, IIIG IP normal IIA, data da última menstruação há 01 semana, em uso de anticoncepcional oral combinado, refere prurido vulvar e ardência vaginal há 05 dias. O exame físico especular mostra secreção vaginal transparente de quantidade discreta a moderada. Na vulva observa-se algumas ulcerações, fissuras e poucas vesículas dolorosas e agrupadas. O raciocínio clínico leva à hipótese diagnóstica de:

Alternativas

  1. A) Tricomoníase
  2. B) Vaginose bacteriana
  3. C) Candidíase vaginal
  4. D) Herpes genital

Pérola Clínica

Prurido, ardência vaginal com ulcerações, fissuras e vesículas agrupadas dolorosas na vulva → Herpes Genital.

Resumo-Chave

O herpes genital, causado pelo vírus Herpes Simplex (HSV), manifesta-se tipicamente com vesículas agrupadas sobre base eritematosa que evoluem para ulcerações e fissuras dolorosas, acompanhadas de prurido e ardência. A secreção vaginal transparente pode ser um achado inespecífico, mas as lesões vulvares são patognomônicas.

Contexto Educacional

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada pelo vírus Herpes Simplex (HSV), predominantemente o HSV-2, mas também o HSV-1. Sua prevalência é alta e representa um desafio significativo de saúde pública devido à sua natureza recorrente e ao impacto psicossocial nos indivíduos afetados. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para iniciar o tratamento antiviral e aconselhar o paciente sobre a prevenção da transmissão. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais, levando à formação de vesículas e úlceras. Após a infecção primária, o vírus estabelece latência nos gânglios sensoriais, podendo reativar-se periodicamente e causar surtos recorrentes. Clinicamente, a primo-infecção é geralmente mais grave, com múltiplas lesões dolorosas, sintomas sistêmicos e linfadenopatia. As recorrências tendem a ser mais leves e localizadas. A presença de vesículas agrupadas que evoluem para ulcerações e fissuras dolorosas, como descrito na questão, é altamente sugestiva de herpes genital. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por cultura viral, PCR ou detecção de antígenos em amostras das lesões. O tratamento é feito com antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) para reduzir a duração dos sintomas, a gravidade e a frequência das recorrências. É crucial orientar a paciente sobre a natureza crônica da infecção, a possibilidade de transmissão assintomática e a importância do uso de preservativos para reduzir o risco de contágio a parceiros.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas e sinais característicos do herpes genital?

O herpes genital geralmente se manifesta com prurido, ardência e dor na região genital, seguidos pelo surgimento de vesículas pequenas e agrupadas sobre uma base eritematosa. Essas vesículas rompem-se, formando ulcerações rasas e dolorosas, que podem coalescer e formar fissuras. Sintomas sistêmicos como febre e mal-estar podem ocorrer na primo-infecção.

Como o herpes genital é transmitido e quais são os tipos de HSV envolvidos?

O herpes genital é transmitido principalmente por contato sexual direto com lesões ativas ou por eliminação assintomática do vírus. É causado predominantemente pelo vírus Herpes Simplex tipo 2 (HSV-2), mas o tipo 1 (HSV-1), mais comum no herpes labial, também pode causar infecções genitais.

Qual a conduta terapêutica para o herpes genital?

O tratamento do herpes genital é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que ajudam a reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, acelerar a cicatrização das lesões e diminuir a frequência das recorrências. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível após o início dos sintomas.

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