Herpes Genital: Diagnóstico e Sinais da Primoinfecção

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 20 anos veio à consulta relatando dor intensa na vulva e disúria. Cerca de dois dias antes, apresentou quadro clínico de prurido vulvar acompanhado de febre, mal-estar, cefaleia e mialgia. Ao exame da vulva, observaram-se lesões erosadas e ulceradas, dolorosas ao toque. Foram palpados gânglios aumentados nas regiões inguinais. Assinale a alternativa que apresenta a PRINCIPAL hipótese diagnóstica.

Alternativas

  1. A) Candidíase vulvar
  2. B) Herpes genital
  3. C) Hidradenite vulvar
  4. D) Linfogranuloma venéreo

Pérola Clínica

Lesões vulvares ulceradas dolorosas + sintomas sistêmicos (febre, mialgia) + linfadenopatia inguinal → Herpes genital (primoinfecção).

Resumo-Chave

A apresentação clínica de lesões vulvares erosadas e ulceradas intensamente dolorosas, associadas a sintomas sistêmicos como febre, mal-estar, cefaleia e mialgia, além de linfadenopatia inguinal, é altamente sugestiva de primoinfecção por Herpes Genital. A dor intensa é uma característica marcante das lesões herpéticas.

Contexto Educacional

A herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada principalmente pelo vírus *Herpes Simplex* tipo 2 (HSV-2), embora o HSV-1 também possa ser responsável. A primoinfecção herpética, como descrita no caso, é frequentemente a apresentação mais grave e sintomática, caracterizada por um quadro sistêmico e lesões genitais intensamente dolorosas. A epidemiologia mostra alta prevalência global, sendo uma das ISTs virais mais comuns. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais, levando à formação de vesículas que rapidamente se rompem, formando erosões e úlceras. O vírus então migra para os gânglios sensoriais, onde estabelece latência. Os sintomas sistêmicos (febre, mal-estar, cefaleia, mialgia) e a linfadenopatia inguinal são respostas inflamatórias à viremia e à infecção local. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, mas pode ser confirmado por cultura viral, PCR ou sorologia para HSV. O tratamento da herpes genital é feito com antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir), que não curam a infecção, mas reduzem a duração e a gravidade dos surtos, além de diminuir a frequência das recorrências. É fundamental o aconselhamento sobre a natureza crônica da infecção, a transmissão e as medidas preventivas. O manejo da dor e a higiene local também são importantes para o conforto do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da primoinfecção por herpes genital?

A primoinfecção por herpes genital geralmente se manifesta com lesões vesiculares que evoluem para úlceras dolorosas na região genital, acompanhadas de sintomas sistêmicos como febre, mal-estar, cefaleia, mialgia e linfadenopatia inguinal bilateral.

Como diferenciar as úlceras herpéticas de outras ISTs?

As úlceras herpéticas são tipicamente múltiplas, pequenas, superficiais e intensamente dolorosas. Diferem da úlcera sifilítica (cancro duro), que é única e indolor, e do cancro mole, que também é doloroso, mas geralmente com bordas irregulares e sem a mesma constelação de sintomas sistêmicos na primoinfecção.

Qual o tratamento para a herpes genital?

O tratamento para herpes genital é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que ajudam a reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, além de diminuir a frequência das recorrências. O tratamento é mais eficaz quando iniciado precocemente.

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