FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Há uma infecção congênita que ocorre, geralmente, por infecção genital materna. É mais comum sua transmissão durante o trabalho de parto ou pós-natal e chega a 50% no parto vaginal. Mulheres com primo-infecção geralmente são assintomáticas, enquanto aquelas com infecção recidivante têm a transmissão intraparto diminuída para uma taxa de 3% a 5% pela presença de anticorpos preexistentes. A alternativa correspondente à infecção é:
Herpes congênita → transmissão intraparto (parto vaginal) por lesões maternas ativas, primo-infecção materna ↑ risco.
A infecção congênita por herpes simples (HSV) é mais comumente adquirida durante o parto vaginal, especialmente se a mãe apresentar lesões genitais ativas. A primo-infecção materna durante a gestação confere maior risco de transmissão fetal devido à ausência de anticorpos protetores, resultando em maior carga viral e maior chance de infecção neonatal grave.
A infecção congênita por herpes simples (HSV) é uma condição grave que pode ter consequências devastadoras para o recém-nascido. A principal via de transmissão é vertical, ocorrendo mais frequentemente durante o trabalho de parto e parto vaginal, quando o feto entra em contato com lesões herpéticas ativas no canal de parto materno. A transmissão pós-natal, por contato direto com lesões maternas ou de cuidadores, também é possível. A primo-infecção materna por HSV durante a gestação representa o maior risco de transmissão para o feto, com taxas que podem chegar a 50% no parto vaginal. Isso ocorre porque a mãe ainda não desenvolveu anticorpos protetores que poderiam ser transferidos ao feto. Em contraste, mulheres com infecção recidivante têm uma taxa de transmissão intraparto significativamente menor (3% a 5%) devido à presença de anticorpos preexistentes. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais. A profilaxia com terapia antiviral supressiva nas últimas semanas de gestação é recomendada para gestantes com histórico de herpes genital. A indicação de cesariana é feita quando há lesões herpéticas ativas no momento do trabalho de parto ou ruptura de membranas. A herpes neonatal pode causar doença cutânea, ocular, oral, do sistema nervoso central ou disseminada, com alta morbimortalidade, ressaltando a importância da prevenção e do reconhecimento precoce.
Os principais fatores de risco são a primo-infecção materna por HSV durante a gestação, lesões genitais ativas no momento do parto vaginal, ruptura prolongada de membranas (>4-6 horas) e o uso de instrumentação invasiva durante o trabalho de parto.
A prevenção envolve o uso de terapia antiviral supressiva (ex: aciclovir) nas últimas semanas de gestação em mães com histórico de herpes genital e a indicação de cesariana se houver lesões genitais ativas ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto.
A herpes neonatal pode se manifestar de três formas: doença cutâneo-ocular-oral (SEM), doença do sistema nervoso central (SNC) e doença disseminada, com alta morbimortalidade, especialmente nas formas SNC e disseminada, que podem causar sequelas neurológicas graves.
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