ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 55 anos apresenta-se no consultório com queixa de uma protuberância na região inguinal direita que se estende até o escroto. Ele relata que a protuberância aparece principalmente quando faz esforço físico, como levantar pesos, e desaparece quando está deitado. Não há sinais de dor intensa, febre ou outros sintomas sistêmicos. Ao exame físico, observa-se uma massa inguinoescrotal redutível ao repouso e com manobras de redução manual. Não há sinais de estrangulamento ou obstrução.A melhor técnica cirúrgica para tratar a hérnia inguinoescrotal redutível desse paciente será:
Hérnia inguinal sintomática em adulto → Herniorrafia de Lichtenstein (com tela) é o padrão-ouro para reparo aberto sem tensão.
A técnica de Lichtenstein utiliza uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal. Este método, conhecido como 'tension-free', distribui a tensão e reduz drasticamente as taxas de recidiva e dor crônica em comparação com técnicas baseadas apenas em sutura.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns, caracterizada pela protrusão de conteúdo abdominal através de uma fraqueza na parede abdominal na região inguinal. Em adultos, a maioria é adquirida e pode ser classificada como direta ou indireta. Hérnias inguinoescrotais, como a do caso, são tipicamente indiretas e grandes, seguindo o trajeto do cordão espermático até o escroto. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de um abaulamento redutível na região inguinal que piora com o aumento da pressão intra-abdominal (manobra de Valsalva) e melhora com o decúbito. O exame físico confirma a presença da hérnia e avalia sua redutibilidade e a presença de complicações como encarceramento ou estrangulamento. O tratamento definitivo para hérnias inguinais sintomáticas é cirúrgico. A técnica de Lichtenstein é considerada o padrão-ouro para o reparo aberto primário em adultos. Consiste na colocação de uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal, sem tensionar os tecidos locais. Esta abordagem 'tension-free' demonstrou taxas de recidiva inferiores a 1% e menor incidência de dor crônica pós-operatória, superando as técnicas clássicas de sutura (com tensão) como Bassini e Shouldice.
Sinais de complicação incluem dor súbita e intensa na região inguinal, um abaulamento que se torna irredutível, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, e alterações na pele sobre a hérnia. É uma emergência cirúrgica.
A técnica de Lichtenstein é um reparo 'sem tensão' que utiliza uma tela sintética, resultando em taxas significativamente menores de recidiva e dor crônica. A técnica de Bassini é um reparo 'com tensão' que aproxima tecidos nativos, o que pode levar a mais dor e falha da sutura.
A abordagem laparoscópica é uma excelente opção para hérnias bilaterais, hérnias recidivadas após reparo aberto anterior e em pacientes que desejam um retorno mais rápido às atividades. A escolha depende da experiência do cirurgião e das características do paciente.
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