FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Dentre as técnicas operatórias de correção de hérnia inguinal, têm-se as técnicas "abertas" e o reparo via laparoscopia. Qual das alternativas NÃO apresenta uma vantagem, do reparo laparoscópico em relação ao reparo "aberto"?
Laparoscopia na hérnia inguinal: ↓ dor e retorno rápido, mas recidiva = técnica aberta (Lichtenstein).
A laparoscopia oferece recuperação mais rápida e menos dor crônica, porém as taxas de recidiva são equivalentes ao reparo aberto com tela (padrão-ouro).
O tratamento cirúrgico da hérnia inguinal evoluiu drasticamente com a introdução do conceito 'tension-free'. A técnica de Lichtenstein (aberta) utiliza tela de polipropileno para reforçar o assoalho inguinal sem tensão, reduzindo drasticamente a recidiva. A abordagem laparoscópica (TAPP - Transabdominal Pré-Peritoneal ou TEP - Totalmente Extraperitoneal) utiliza os mesmos princípios de reforço com tela, mas por via posterior. Embora a laparoscopia melhore o conforto pós-operatório, ela exige anestesia geral e possui uma curva de aprendizado mais longa, sem oferecer superioridade na taxa de cura (recidiva) em relação ao método aberto clássico.
As principais vantagens incluem menor dor no período pós-operatório imediato e crônica, menor incidência de infecção de ferida operatória, melhor resultado estético e um retorno significativamente mais rápido às atividades laborais e físicas habituais. É especialmente indicada em casos de hérnias bilaterais ou recidivadas após técnica aberta.
Estudos multicêntricos e metanálises demonstram que, quando realizadas por cirurgiões experientes, tanto a técnica aberta com tela (Lichtenstein) quanto as técnicas laparoscópicas (TAPP e TEP) apresentam taxas de recidiva muito baixas e estatisticamente equivalentes. A escolha depende mais da apresentação clínica e experiência do cirurgião.
A técnica de Lichtenstein continua sendo o padrão-ouro devido à sua simplicidade, baixo custo e eficácia comprovada. É preferível em pacientes com contraindicações à anestesia geral, cirurgias abdominais prévias extensas (que dificultam o espaço pré-peritoneal) ou em serviços onde a tecnologia laparoscópica não está disponível.
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