Herniorrafia Inguinal: Classificação Cirúrgica e Antibioticoprofilaxia

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

A cirurgia de herniorrafia inguinal com tela é considerada:

Alternativas

  1. A) potencialmente contaminada, pelo uso de prótese e sempre deve ser realizada antibiótico-profilaxia.
  2. B) potencialmente contaminada, pelo uso de prótese, porém dispensa o uso de antibiótico-profilaxia.
  3. C) cirurgia limpa, mesmo com uso de prótese, podendo ou não ser realizada a antibiótico-profilaxia.
  4. D) cirurgia limpa, mesmo com uso de prótese, sendo realizada antibiótico-terapia por 7 dias após a alta.
  5. E) cirurgia contaminada. A região inguino-crural é altamente contaminada, antibiótico-profilaxia deve ser realizada com ou sem o uso de telas.

Pérola Clínica

Herniorrafia inguinal com tela = cirurgia limpa; profilaxia ATB é controversa, mas pode ser considerada em alto risco.

Resumo-Chave

A herniorrafia inguinal com tela é classificada como cirurgia limpa, pois não há abertura de vísceras ocas e o risco de contaminação é baixo. A antibiótico-profilaxia é um tema de debate, sendo geralmente recomendada apenas em pacientes com fatores de risco para infecção ou em cirurgias com maior risco de infecção de prótese.

Contexto Educacional

A herniorrafia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, frequentemente realizada com o uso de telas protéticas para reforço da parede abdominal e redução da taxa de recidiva. A classificação das cirurgias quanto ao potencial de contaminação é fundamental para guiar a conduta perioperatória, especialmente em relação à antibioticoprofilaxia. As cirurgias são classificadas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A herniorrafia inguinal, mesmo com o uso de tela, é classificada como uma cirurgia limpa. Isso significa que a incisão é feita em pele íntegra, não há abertura de vísceras ocas e não há evidência de infecção ou inflamação no campo operatório. O risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas é baixo, geralmente inferior a 2%. A questão da antibioticoprofilaxia em cirurgias limpas com implante, como a herniorrafia com tela, é um tema de debate. Embora não seja universalmente indicada para todas as cirurgias limpas, a profilaxia pode ser considerada em pacientes com fatores de risco para ISC (diabetes, obesidade, imunossupressão, idade avançada) ou em cirurgias com maior complexidade ou duração. O objetivo é reduzir o risco de infecção da tela, que, embora rara, pode ser uma complicação grave. A escolha do antibiótico e o tempo de administração devem seguir as diretrizes institucionais e basear-se em evidências para maximizar a eficácia e minimizar a resistência.

Perguntas Frequentes

Como as cirurgias são classificadas quanto ao potencial de contaminação?

As cirurgias são classificadas em limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas. A classificação depende do grau de contaminação bacteriana esperada no campo operatório, da abertura de vísceras ocas e da presença de inflamação ou infecção pré-existente.

Por que a herniorrafia inguinal com tela é considerada cirurgia limpa?

A herniorrafia inguinal é considerada cirurgia limpa porque envolve incisão em pele íntegra, sem abertura de vísceras ocas e sem inflamação ou infecção pré-existente. O uso da tela, embora seja um corpo estranho, não altera a classificação inicial do campo operatório.

Quando a antibioticoprofilaxia é indicada na herniorrafia inguinal com tela?

A antibioticoprofilaxia na herniorrafia inguinal com tela é geralmente recomendada para pacientes com fatores de risco para infecção do sítio cirúrgico, como idade avançada, obesidade, diabetes, imunossupressão, ou em casos de cirurgias mais complexas ou prolongadas. Não é uma indicação universal para todas as cirurgias limpas com tela.

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