SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Sobre as herniorrafias é CORRETO afimar:
Herniorrafia em ASA ≥ 3 → antibioticoprofilaxia para reduzir ISC.
A antibioticoprofilaxia em herniorrafias, consideradas cirurgias limpas, é indicada em pacientes com fatores de risco adicionais, como classificação ASA ≥ 3, devido ao maior risco de infecção do sítio cirúrgico.
As herniorrafias são procedimentos cirúrgicos comuns, frequentemente classificados como cirurgias limpas, o que significa que não há infecção preexistente e o trato respiratório, gastrointestinal ou geniturinário não é violado. Nesses casos, a taxa de infecção do sítio cirúrgico (ISC) é geralmente baixa. No entanto, a decisão de usar antibioticoprofilaxia não se baseia apenas na classificação da cirurgia, mas também nos fatores de risco do paciente. A antibioticoprofilaxia cirúrgica visa reduzir a incidência de ISC, administrando antibióticos antes da incisão para garantir níveis teciduais adequados durante o período de maior risco de contaminação. Para herniorrafias, a profilaxia é indicada em pacientes com maior risco de ISC, mesmo em cirurgias limpas. Um dos principais preditores de risco é a classificação do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA). Pacientes com ASA 3 (doença sistêmica grave) ou superior (ASA 4: doença sistêmica grave com ameaça constante à vida; ASA 5: paciente moribundo) têm um risco significativamente maior de desenvolver complicações pós-operatórias, incluindo infecções, justificando a profilaxia. É importante ressaltar que a profilaxia não deve se estender além do necessário, geralmente uma dose única ou por no máximo 24 horas, para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana e efeitos adversos. A utilização de drenos, por si só, não altera a classificação do potencial de contaminação da cirurgia, mas pode ser um fator de risco para infecção se não for bem manejado.
Em cirurgias limpas, a antibioticoprofilaxia é geralmente recomendada para pacientes com fatores de risco adicionais, como classificação ASA ≥ 3, idade avançada, imunossupressão, obesidade, diabetes não controlada ou uso de próteses.
A antibioticoprofilaxia deve ser de curta duração, geralmente uma dose única administrada antes da incisão cirúrgica, ou estendida por no máximo 24 horas em casos específicos, para cobrir o período de maior risco de contaminação.
A classificação ASA avalia o estado físico do paciente e é um preditor independente de morbidade e mortalidade pós-operatória. Pacientes com ASA 3 ou superior apresentam maior risco de complicações, incluindo infecções.
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