PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Em relação ao reparo robótico versus laparoscópico de hérnia inguinal, qual das seguintes opções está correta?
Cirurgia Robótica = Maior tempo operatório e custo, sem superioridade clínica comprovada em recorrência sobre a laparoscopia.
A abordagem robótica oferece melhor ergonomia e visão 3D, mas resulta em tempos cirúrgicos prolongados em comparação com a laparoscopia convencional.
O reparo de hérnia inguinal evoluiu significativamente com a introdução de técnicas minimamente invasivas. A laparoscopia (TAPP - Transabdominal Preperitoneal ou TEP - Totally Extraperitoneal) consolidou-se por reduzir a dor pós-operatória e acelerar o retorno às atividades. A plataforma robótica surgiu como uma evolução da laparoscopia, facilitando suturas e dissecções complexas. Contudo, para procedimentos padronizados como a hernioplastia inguinal, o custo elevado e o tempo operatório estendido são as principais barreiras para sua adoção universal, mantendo a laparoscopia como o padrão-ouro de custo-benefício em centros avançados.
A principal diferença reside na interface tecnológica: a robótica oferece visão tridimensional, maior amplitude de movimento (instrumentos articulados) e melhor ergonomia para o cirurgião. No entanto, em termos de desfechos clínicos para o paciente, como taxas de complicações, dor pós-operatória e tempo de internação, os estudos atuais mostram equivalência entre as duas técnicas. O reparo robótico é consistentemente associado a um tempo operatório total maior, em parte devido ao tempo de acoplamento (docking) do robô.
O tempo operatório prolongado na robótica deve-se a vários fatores: a necessidade de posicionamento preciso do paciente, o processo de 'docking' (conexão dos braços robóticos aos portais), a troca de instrumentos que pode ser mais lenta e a curva de aprendizado da equipe de enfermagem e técnica. Embora o tempo de dissecção possa ser comparável em mãos experientes, o tempo total de sala cirúrgica permanece superior ao da laparoscopia convencional.
Não há evidências robustas que demonstrem uma redução significativa nas taxas de recorrência de hérnia inguinal com o uso do robô em comparação com a laparoscopia (técnicas TAPP ou TEP). Ambas as abordagens minimamente invasivas apresentam excelentes resultados quando os princípios técnicos de dissecção do espaço pré-peritoneal e colocação de tela de tamanho adequado são seguidos.
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