Hernioplastia Inguinal Lichtenstein: Recidiva e Complicações

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 40 anos, portador de hérnia inguinal direita direta, será submetido à hernioplastia inguinal. É correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a técnica de Lichtenstein é caracterizada pelo fechamento sem tensão e colocação de tela pré-peritoneal, sendo a técnica mais comumente utilizada.
  2. B) a recidiva da hérnia após a cirúrgica de Lichtenstein ocorre mais comumente junto ao púbis.
  3. C) a técnica de Stoppa consiste no uso de tela gigante no espaço pré-aponeurótico, abrangendo os dois lados.
  4. D) as técnicas com uso de telas sempre requerem o uso de drenos para a prevenção de seroma.
  5. E) a antibioticoterapia é mandatória devido ao risco de orquite infecciosa.

Pérola Clínica

Recidiva hérnia Lichtenstein → mais comum junto ao púbis (tubérculo púbico).

Resumo-Chave

A técnica de Lichtenstein é a mais comum para hernioplastia inguinal, caracterizada pelo reparo sem tensão com tela. Embora eficaz, a recidiva é uma complicação possível, e sua localização mais frequente é medial, próximo ao tubérculo púbico, devido a falhas na fixação da tela ou pontos de fraqueza.

Contexto Educacional

As hérnias inguinais são uma das condições cirúrgicas mais comuns, e a hernioplastia inguinal é um procedimento frequentemente realizado. A compreensão das diferentes técnicas e suas particularidades é fundamental para residentes de cirurgia. A hérnia inguinal direta ocorre por fraqueza da parede posterior do canal inguinal, medial aos vasos epigástricos inferiores, e é mais comum em homens idosos. A técnica de Lichtenstein é considerada o padrão-ouro para o reparo de hérnias inguinais na cirurgia aberta, devido à sua simplicidade, eficácia e baixa taxa de recidiva. Ela se baseia no princípio do reparo sem tensão, utilizando uma tela de polipropileno para reforçar a parede posterior do canal inguinal. Essa abordagem minimiza a tensão nos tecidos, que é um fator chave para a recidiva em técnicas de reparo tecidual. Apesar da alta eficácia, a recidiva da hérnia ainda é uma complicação possível após a técnica de Lichtenstein, embora em taxas baixas. A localização mais comum da recidiva é medial, próximo ao tubérculo púbico, ou lateral, próximo ao anel inguinal profundo. Outras complicações incluem seroma, hematoma, dor crônica e infecção da tela. A antibioticoterapia profilática é geralmente indicada, mas o uso de drenos não é rotineiro.

Perguntas Frequentes

Qual a principal característica da técnica de Lichtenstein para hernioplastia inguinal?

A técnica de Lichtenstein é um reparo sem tensão (tension-free) que utiliza uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, reduzindo a taxa de recidiva em comparação com as técnicas de reparo tecidual.

Onde ocorre mais comumente a recidiva após uma hernioplastia de Lichtenstein?

A recidiva após a cirurgia de Lichtenstein ocorre mais comumente na região medial, junto ao tubérculo púbico, ou na região lateral, próximo ao anel inguinal profundo, devido a falhas na fixação da tela ou pontos de fraqueza.

Quais são as indicações para o uso de drenos em hernioplastias inguinais?

O uso rotineiro de drenos em hernioplastias inguinais não é recomendado. Eles podem ser considerados em casos selecionados com alto risco de seroma ou hematoma, como hérnias muito grandes, uso de anticoagulantes ou em pacientes obesos, mas não são mandatórios.

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