Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Um paciente foi submetido à hernioplastia inguinal à Linchtenstein, foi utilizado cefazolina 1 g IV imediatamente antes do bloqueio anestésico. No retorno ambulatorial apresenta uma equimose extensa em bolsa escrotal. Qual a conduta?
Equimose escrotal pós-hernioplastia inguinal → conduta expectante se sem sinais de complicação grave.
A equimose extensa em bolsa escrotal após hernioplastia inguinal à Lichtenstein é uma complicação comum e geralmente benigna, decorrente do extravasamento sanguíneo e da ação da gravidade. Na ausência de sinais de sangramento ativo, hematoma em expansão ou comprometimento vascular, a conduta mais indicada é expectante, com analgesia e compressas frias, pois tende a resolver espontaneamente.
A hernioplastia inguinal, especialmente a técnica de Lichtenstein, é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados. Embora seja considerada segura, como qualquer cirurgia, pode apresentar complicações. A profilaxia antibiótica com cefazolina é padrão para reduzir o risco de infecção de sítio cirúrgico, sendo administrada antes do bloqueio anestésico para garantir níveis teciduais adequados no momento da incisão. Uma das complicações pós-operatórias relativamente comuns e que pode gerar preocupação no paciente é a equimose extensa em bolsa escrotal. Este fenômeno ocorre devido ao extravasamento de sangue dos vasos menores durante a dissecção e à ação da gravidade, que direciona o sangue para a região mais inferior e de tecido frouxo, como a bolsa escrotal. É importante diferenciar a equimose de um hematoma em expansão ou de outras complicações mais graves. Na maioria dos casos, a equimose escrotal pós-hernioplastia é uma complicação benigna e autolimitada. A conduta mais indicada, na ausência de sinais de sangramento ativo, dor desproporcional, sinais de infecção ou comprometimento vascular, é expectante. Isso envolve analgesia, compressas frias e observação. A reabordagem cirúrgica ou drenagem são reservadas para casos de hematomas volumosos, em expansão, ou com sinais de infecção, que são menos comuns. O conhecimento dessa complicação e sua conduta adequada é essencial para o residente em cirurgia.
A equimose escrotal é comum após hernioplastia inguinal devido à dissecção dos tecidos na região inguinal e à ação da gravidade, que leva o extravasamento de sangue para a bolsa escrotal, uma área de tecido frouxo com grande capacidade de distensão.
A equimose escrotal geralmente requer intervenção apenas se houver sinais de complicação grave, como hematoma em expansão rápido, dor intensa e progressiva, sinais de infecção, ou comprometimento da vascularização testicular. Nesses casos, pode ser necessário ultrassom Doppler ou reabordagem cirúrgica.
Para equimose escrotal benigna, sem sinais de complicação, a conduta inicial é expectante. Isso inclui repouso relativo, analgesia para controle da dor, aplicação de compressas frias nas primeiras 24-48 horas para reduzir o inchaço, e observação da evolução do quadro.
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