HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre as hérnias abdominais, assinale a opção INCORRETA:
Hérnia mais comum em mulheres é a inguinal, não a femoral; a femoral é mais comum em mulheres que em homens, mas não a mais comum no sexo feminino.
A hérnia inguinal é a mais comum em ambos os sexos, sendo a indireta a mais prevalente. Embora a hérnia femoral seja relativamente mais frequente em mulheres do que em homens, ela não supera a incidência da hérnia inguinal no sexo feminino. O reparo com tela (Lichtenstein) é padrão-ouro para menor recidiva.
As hérnias abdominais são condições comuns na prática cirúrgica, sendo a hérnia inguinal a mais frequente, especialmente a indireta e em homens. Compreender a anatomia da região inguinal, incluindo a relação com os vasos epigástricos inferiores e os anéis inguinais, é crucial para diferenciar os tipos de hérnias (indireta, direta e femoral) e para o planejamento cirúrgico. A epidemiologia mostra que, embora a hérnia femoral seja mais comum em mulheres do que em homens, a hérnia inguinal ainda é a mais prevalente no sexo feminino. A fisiopatologia das hérnias envolve a protrusão de um órgão ou tecido através de um orifício ou fraqueza na parede abdominal. O diagnóstico é predominantemente clínico, com exame físico detalhado. A suspeita de estrangulamento ou encarceramento exige intervenção cirúrgica de emergência para evitar complicações graves como isquemia e necrose intestinal. O tratamento cirúrgico é o pilar da conduta. Técnicas livres de tensão com uso de tela inorgânica, como a de Lichtenstein, são o padrão-ouro devido aos melhores resultados em termos de recidiva. Técnicas sem tela são reservadas para casos específicos, como hérnias estranguladas com ressecção intestinal e contaminação, onde o risco de infecção da tela é alto.
A hérnia inguinal indireta passa pelo anel inguinal interno (profundo), lateral aos vasos epigástricos inferiores, enquanto a direta protrui medialmente a esses vasos, através do triângulo de Hesselbach.
A hérnia mais comum em mulheres é a inguinal, embora a hérnia femoral seja relativamente mais frequente em mulheres do que em homens, ela não é a mais prevalente no sexo feminino.
A técnica de Lichtenstein, que utiliza tela inorgânica, é o padrão-ouro para reparo de hérnias inguinais devido à sua baixa taxa de recidiva, sendo preferível em quase todos os casos, exceto em infecções graves ou estrangulamento com contaminação.
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