UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Criança de 2 anos de idade apresenta abaulamento umbilical aos esforços. A criança não tem sintomas. EF: anel umbilical de 0,5 cm de diâmetro, sem palpação de conteúdo ao exame. A conduta é:
Hérnia umbilical < 2cm em < 4 anos → Observação (fechamento espontâneo).
A maioria das hérnias umbilicais na infância fecha espontaneamente até os 4-5 anos, especialmente se o anel herniário for pequeno (< 1,5-2 cm).
A hérnia umbilical resulta da falha no fechamento do anel umbilical após a queda do cordão. É extremamente comum em recém-nascidos, com maior incidência em prematuros e crianças negras. Diferente das hérnias inguinais, o risco de complicações agudas como o encarceramento é mínimo, justificando a observação clínica prolongada antes de qualquer intervenção cirúrgica.
A conduta padrão é aguardar o fechamento espontâneo até os 4 ou 5 anos de idade. A grande maioria dos defeitos umbilicais, especialmente aqueles com anel menor que 1,5 cm, fecha-se naturalmente à medida que a musculatura abdominal se desenvolve e se aproxima na linha média.
As indicações absolutas incluem: hérnia encarcerada ou estrangulada (raro), defeitos muito grandes (> 2 cm) que dificilmente fecharão, persistência após os 5 anos de idade, ou presença de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) concomitante devido ao risco de fístula liquórica.
Não. O uso de faixas, moedas ou esparadrapos sobre o umbigo não acelera o fechamento da hérnia e pode causar complicações como irritação cutânea, infecções (onfalite) ou até necrose de pele. A orientação aos pais deve focar na história natural benigna da condição.
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