HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Criança do sexo masculino com 7 meses de idade é levada em consulta ambulatorial para avaliação. A mãe encontra-se ansiosa, pois durante o choro nota que o bebê apresenta abaulamento em região umbilical. Ao exame físico, a criança encontra-se em bom estado geral, ativa. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes e normais, flácido, sem sinais de defesa, com presença de defeito da parede abdominal de aproximadamente 0,5cm em região umbilical, com protrusão de conteúdo durante os choros e com retorno espontâneo. Apresenta ganho de peso e desenvolvimento neuropsicomotor adequados para a idade. Qual é a conduta para este caso?
Hérnia umbilical em lactente < 2 anos, pequena e redutível → conduta conservadora, alta chance de resolução espontânea.
Hérnias umbilicais em lactentes são comuns e, na maioria dos casos, benignas. Se o defeito é pequeno (< 1,5-2 cm) e a hérnia é redutível, a conduta é expectante, pois a resolução espontânea ocorre em até 90% dos casos até os 2 anos de idade, e frequentemente até os 5 anos.
A hérnia umbilical é uma condição congênita comum em lactentes, caracterizada por um defeito no anel umbilical que permite a protrusão de conteúdo abdominal (geralmente omento ou alças intestinais) através da parede abdominal. É mais prevalente em prematuros e crianças de ascendência africana. O diagnóstico é clínico, observando-se um abaulamento na região umbilical que se torna mais evidente com o choro, tosse ou esforço, e que geralmente é redutível espontaneamente ou com leve pressão. A conduta para a hérnia umbilical em lactentes é predominantemente conservadora. A maioria das hérnias pequenas (com diâmetro do anel herniário menor que 1,5-2 cm) resolve-se espontaneamente até os 2 anos de idade, e muitas vezes até os 5 anos, à medida que os músculos abdominais se fortalecem e o anel umbilical se fecha. É crucial tranquilizar os pais, explicando a natureza benigna da condição e a alta taxa de resolução espontânea, evitando intervenções desnecessárias. A indicação cirúrgica é reservada para hérnias que persistem após os 2-5 anos de idade, são muito grandes, causam desconforto significativo, ou, mais importante, apresentam sinais de complicação, como encarceramento (conteúdo herniário preso, mas com suprimento sanguíneo preservado) ou estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniário, uma emergência cirúrgica). A cirurgia eletiva é um procedimento simples e seguro, com baixas taxas de recorrência.
A cirurgia é geralmente indicada se a hérnia for muito grande (diâmetro > 1,5-2 cm), se persistir após os 2 a 5 anos de idade, se houver sinais de encarceramento ou estrangulamento (dor, vômitos, irritabilidade, abaulamento irredutível, pele avermelhada/azulada) ou se causar desconforto significativo.
A maioria das hérnias umbilicais em lactentes, especialmente as menores que 1,5 cm de diâmetro, tem alta probabilidade de resolução espontânea. Cerca de 85-90% fecham-se até os 2 anos de idade, e muitas outras até os 5 anos, devido ao fortalecimento da parede abdominal.
Sinais de complicação, como encarceramento ou estrangulamento, incluem dor intensa, choro inconsolável, vômitos, irritabilidade, abaulamento umbilical que se torna duro, sensível ao toque e irredutível, e alterações na coloração da pele sobre a hérnia (vermelhidão, cianose). Nesses casos, a avaliação médica urgente é necessária.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo