Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Mulher de 65 anos, com obesidade e hérnia umbilical, refere dor local com abaulamento irreversível. Ao exame, região endurecida e dolorosa. Qual a conduta mais apropriada?
Hérnia irredutível + dor + endurecimento = urgência cirúrgica (risco de isquemia).
Hérnias abdominais que se tornam irredutíveis e dolorosas indicam encarceramento ou estrangulamento, exigindo intervenção cirúrgica imediata para prevenir necrose intestinal.
As hérnias umbilicais são defeitos na parede abdominal comuns em adultos, frequentemente associados a condições que aumentam a pressão abdominal, como obesidade e gestações múltiplas. O risco de encarceramento é significativo, especialmente em anéis herniários pequenos e rígidos. Uma vez que o conteúdo (geralmente omento ou intestino delgado) fica preso e não retorna à cavidade, a pressão tecidual aumenta, levando ao edema e eventual isquemia (estrangulamento). O diagnóstico é eminentemente clínico, e a presença de dor e irredutibilidade transforma o caso em uma urgência cirúrgica para evitar a ressecção intestinal e sepse decorrente de necrose.
A hérnia encarcerada é aquela que não pode ser reduzida para a cavidade abdominal. A estrangulada é uma evolução onde há comprometimento do suprimento sanguíneo (isquemia), geralmente acompanhada de dor intensa, sinais inflamatórios sistêmicos e alterações na pele local.
A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal e dificulta o exame físico, retardando o diagnóstico de abaulamentos e facilitando o crescimento do defeito herniário, o que predispõe ao encarceramento de gordura pré-peritoneal ou alças intestinais.
Irredutibilidade, dor local intensa, endurecimento, alterações na cor da pele sobre a hérnia (cianose ou hiperemia), náuseas, vômitos e sinais de obstrução intestinal ou peritonite são indicações absolutas de exploração cirúrgica urgente.
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