FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Sobre as hérnias umbilicais, é INCORRETO afirmar:
Hérnias umbilicais pequenas e assintomáticas em adultos NÃO precisam ser sempre operadas.
Hérnias umbilicais em adultos, mesmo que pequenas e assintomáticas, têm um risco de encarceramento e estrangulamento. No entanto, a decisão cirúrgica não é universal para todas, devendo-se considerar o tamanho do anel herniário e os sintomas do paciente.
Hérnias umbilicais em adultos são defeitos na parede abdominal na região do umbigo, resultantes da protrusão de conteúdo intra-abdominal através de um anel umbilical enfraquecido. Ao contrário das hérnias umbilicais infantis, que frequentemente fecham espontaneamente, as hérnias em adultos são majoritariamente adquiridas e tendem a não regredir, com risco de complicações como encarceramento e estrangulamento. Os fatores de risco para hérnias umbilicais adquiridas incluem condições que elevam cronicamente a pressão intra-abdominal, como ascite, gravidez, obesidade, tosse crônica e constipação. A decisão de operar uma hérnia umbilical em adulto depende de vários fatores, incluindo o tamanho do anel herniário, a presença de sintomas e o risco de complicações. Hérnias sintomáticas ou com anéis herniários maiores que 1-2 cm geralmente têm indicação cirúrgica. A afirmação de que hérnias pequenas e assintomáticas devem ser "sempre" operadas é incorreta. Embora muitos cirurgiões optem pela correção devido ao risco de complicações futuras, a conduta expectante pode ser considerada em casos selecionados, com acompanhamento cuidadoso. Para hérnias com anéis herniários maiores que 3 cm, a correção com uso de tela é o padrão-ouro para reduzir a taxa de recidiva, que é maior com o reparo primário.
Os fatores de risco incluem condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como obesidade, ascite, gravidez, tosse crônica, constipação e esforço físico intenso, que enfraquecem a parede abdominal.
Hérnias com anéis herniários maiores que 3 cm em adultos geralmente requerem correção cirúrgica com o uso de tela para reforçar a parede abdominal e reduzir o risco de recidiva, que é maior em defeitos grandes.
Não necessariamente. Embora o risco de encarceramento e estrangulamento exista, hérnias umbilicais pequenas e assintomáticas podem ser acompanhadas, com a cirurgia sendo indicada se houver sintomas, aumento do tamanho ou complicações.
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