UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Durante a inspeção do recém-nascido na sala de parto, o pediatra observa a presença de hérnia umbilical. A conduta nesse caso deve ser:
Hérnia umbilical no RN → Conduta conservadora (maioria fecha até os 4-6 anos).
A maioria das hérnias umbilicais em neonatos é congênita e fecha espontaneamente com o fortalecimento da musculatura abdominal nos primeiros anos de vida.
A hérnia umbilical resulta de um fechamento incompleto do anel umbilical após o nascimento. É extremamente comum em recém-nascidos, especialmente em prematuros e crianças de ascendência africana. A fisiopatologia envolve a falha na fusão das fáscias dos músculos retos abdominais na linha média. A conduta inicial é quase universalmente conservadora, pois cerca de 80% a 90% das hérnias fecham sozinhas até os 4 anos de idade. O acompanhamento clínico deve focar na orientação dos pais sobre a benignidade da condição e na vigilância de sinais de complicações, como dor intensa, abaulamento irredutível ou alterações de cor na pele sobrejacente.
Geralmente é indicada se a hérnia persistir após os 4 a 6 anos de idade, se for muito volumosa (anel > 2cm), se houver episódios de encarceramento ou se causar sintomas importantes que prejudiquem a qualidade de vida.
Não. O uso de faixas, esparadrapos ou moedas é contraindicado, pois não acelera o fechamento do anel umbilical e pode causar irritação cutânea grave, infecções ou até isquemia local.
Embora raro na infância, o principal risco é o encarceramento ou estrangulamento do conteúdo herniário (geralmente omento ou alça intestinal), exigindo intervenção cirúrgica de emergência.
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