UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Paciente MSPS, 40 anos, tem três filhos. Após a última gestação, há 2 anos, apresentou abaulamento progressivo na cicatriz na umbilical. No momento sem queixas. Ao exame físico nota- se, na cicatriz umbilical, volumoso abaulamento indolor e que fica mais evidente com a manobra de Valsalva. Não sendo possível, entretanto, avaliar o diâmetro do anel herniário. No intra- operatório, observa-se grande saco herniário com alça intestinal inclusa. Qual a melhor abordagem?
Hérnia umbilical > 2-3cm ou encarcerada → correção com prótese (tela) para menor recidiva.
Em hérnias umbilicais de adultos com anel herniário > 2-3 cm, especialmente se houver encarceramento, a correção com tela (prótese) é a abordagem padrão ouro. Isso reduz significativamente a taxa de recidiva em comparação com a sutura primária.
A hérnia umbilical em adultos é uma condição comum, frequentemente adquirida e associada a fatores que aumentam a pressão intra-abdominal, como múltiplas gestações, obesidade e ascite. O diagnóstico é clínico, caracterizado por um abaulamento na região umbilical que se torna mais evidente com a manobra de Valsalva. A decisão sobre a técnica cirúrgica para correção da hérnia umbilical depende principalmente do diâmetro do anel herniário. Para defeitos menores que 2-3 cm, a sutura primária (herniorrafia) pode ser suficiente. No entanto, para anéis maiores, como o de 4 cm descrito na questão, a correção com tela (hernioplastia) é a abordagem de escolha. A utilização de prótese (tela) em hérnias umbilicais grandes ou recorrentes demonstrou reduzir significativamente as taxas de recidiva, que são altas com a sutura primária nesses casos. A presença de alça intestinal inclusa (encarceramento) exige atenção imediata, e a redução da alça deve ser seguida pela correção definitiva do defeito, preferencialmente com tela, para evitar complicações graves como o estrangulamento.
A tela é indicada para hérnias umbilicais com anel herniário maior que 2-3 cm, ou em casos de hérnias recorrentes, para reduzir a taxa de recidiva.
A conduta inicial é a redução manual da alça, se possível e sem sinais de estrangulamento. Caso contrário, ou se houver sinais de sofrimento da alça, a cirurgia de urgência é indicada.
A sutura primária em grandes defeitos causa tensão excessiva na parede abdominal, aumentando o risco de falha da reparação e recidiva da hérnia. A tela distribui a tensão e fortalece a parede.
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