UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Em relação às hérnias por deslizamento, é incorreto afirmar que:
Hérnia por deslizamento: víscera retroperitoneal forma parte da parede do saco herniário; menor risco de estrangulamento/obstrução.
Hérnias por deslizamento são caracterizadas pela parede de uma víscera retroperitoneal (como cólon ou bexiga) formando parte da parede do saco herniário. Devido a essa particularidade anatômica, a mobilidade da víscera é reduzida, o que paradoxalmente diminui o risco de encarceramento e estrangulamento em comparação com outras hérnias volumosas.
As hérnias por deslizamento representam uma variante anatômica particular das hérnias, mais comumente inguinais indiretas, onde uma porção de uma víscera retroperitoneal (geralmente cólon ou bexiga) forma parte da parede do saco herniário, em vez de estar completamente contida dentro dele. Essa condição é mais frequente em homens idosos e em hérnias de grande volume, sendo menos comum em mulheres e crianças. O reconhecimento dessa particularidade é crucial para o planejamento cirúrgico. A fisiopatologia envolve o deslizamento progressivo de uma víscera retroperitoneal junto com o peritônio, formando o saco herniário. O cólon (ceco à direita, sigmoide à esquerda) e a bexiga são as vísceras mais frequentemente envolvidas devido à sua localização retroperitoneal e proximidade com o anel inguinal. A identificação pré-operatória é desafiadora, mas a suspeita deve surgir em hérnias inguinais volumosas, de longa data, especialmente em pacientes idosos. Do ponto de vista cirúrgico, as hérnias por deslizamento exigem uma técnica cuidadosa para evitar lesão da víscera deslizante, que é parte da parede do saco. A dissecção do saco herniário deve ser feita com cautela para identificar e preservar a víscera. Ao contrário de outras hérnias volumosas, o risco de encarceramento e estrangulamento é paradoxalmente menor nas hérnias por deslizamento, pois a fixação da víscera à parede do saco confere-lhe menor mobilidade, dificultando a sua compressão ou torção. O tratamento é cirúrgico, visando a redução da hérnia e o reparo da parede abdominal.
Uma hérnia por deslizamento é caracterizada pelo fato de que a parede de uma víscera retroperitoneal, como o cólon sigmoide, ceco ou bexiga, forma parte integrante da parede posterior do saco herniário, em vez de estar completamente contida dentro dele.
As vísceras mais comumente envolvidas são o cólon (especialmente sigmoide à esquerda e ceco à direita) e a bexiga urinária. Em mulheres, o ovário e a tuba uterina também podem estar envolvidos.
Devido à fixação parcial da víscera retroperitoneal à parede do saco herniário, a mobilidade da víscera é limitada. Essa fixação reduz a probabilidade de a víscera ficar presa ou torcida dentro do saco, diminuindo o risco de encarceramento e estrangulamento em comparação com hérnias onde o conteúdo é totalmente móvel.
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