Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Com relação à hérnia perineal, assinale a alternativa incorreta:
Hérnias perineais primárias são raras e mais comuns em mulheres multíparas/idosas, não em jovens/masculinos.
As hérnias perineais são raras e podem ser congênitas ou adquiridas. As adquiridas são frequentemente iatrogênicas, resultando de procedimentos como ressecções abdominoperineais. É importante saber que as hérnias perineais primárias são mais prevalentes em mulheres, especialmente aquelas com fatores que enfraquecem o assoalho pélvico, e não em homens jovens.
As hérnias perineais são uma entidade clínica rara, caracterizadas pela protrusão de conteúdo abdominal ou pélvico através de um defeito no assoalho pélvico. Podem ser classificadas como congênitas, quando presentes desde o nascimento devido a falhas no desenvolvimento, ou adquiridas, que são mais comuns e frequentemente iatrogênicas. A importância clínica reside na sua raridade e na necessidade de um diagnóstico preciso para um manejo adequado, pois podem causar dor, desconforto e, em casos graves, encarceramento ou estrangulamento. A fisiopatologia das hérnias perineais adquiridas está frequentemente ligada a procedimentos cirúrgicos que comprometem a integridade do assoalho pélvico, como a ressecção abdominoperineal do reto ou a prostatectomia perineal. Essas cirurgias criam pontos de fraqueza que, sob pressão intra-abdominal, podem levar à formação da hérnia. Contrariamente ao que se poderia pensar, as hérnias perineais primárias não são mais comuns em homens jovens; na verdade, são mais prevalentes em mulheres, especialmente multíparas e idosas, devido ao enfraquecimento natural do assoalho pélvico associado a partos e ao envelhecimento. O tratamento das hérnias perineais é predominantemente cirúrgico, visando a redução do conteúdo herniário e o reparo do defeito fascial. Devido à localização anatômica complexa, as abordagens cirúrgicas podem ser transabdominais (aberta ou laparoscópica), perineais, ou uma combinação de ambas, muitas vezes utilizando telas para reforço. A escolha da técnica depende de fatores como o tamanho da hérnia, a presença de encarceramento e a experiência do cirurgião. O prognóstico geralmente é bom com o reparo adequado, mas a recorrência pode ser um desafio.
As hérnias perineais podem ser congênitas, resultantes de falhas no fechamento da parede abdominal, ou adquiridas, frequentemente iatrogênicas, após cirurgias pélvicas como ressecções abdominoperineais ou prostatectomias perineais que enfraquecem o assoalho pélvico.
As hérnias perineais primárias são mais comuns em mulheres, especialmente multíparas e idosas, devido a fatores como partos múltiplos, obesidade e fraqueza dos músculos e fáscias do assoalho pélvico. São extremamente raras em homens jovens.
O tratamento das hérnias perineais é cirúrgico e pode envolver abordagens transabdominais (aberta ou laparoscópica), perineais, ou uma combinação de ambas, dependendo do tamanho e localização do defeito, com o objetivo de reduzir o conteúdo herniário e reparar o defeito da parede.
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