Hérnia Paraesofágica: Fisiopatologia e Diagnóstico

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Com relação à hérnia paraesofágica (HPE), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) As estruturas mais frequentemente herniadas por meio do hiato esofágico são a cárdia e a pequena curvatura gástricas.
  2. B) O risco de estrangulamento agudo é de aproximadamente 90% ao ano, o que justifica a indicação de cirurgia em pacientes assintomáticos.
  3. C) Os dois eventos centrais que facilitam a formação de uma HPE são o alargamento da crura diafragmática no hiato esofágico e o estiramento da membrana frenoesofágica.
  4. D) Os sintomas mais comuns atribuídos à HPE são os relacionados ao refluxo gastroesofágico, incluindo pirose, queimação retroesternal e halitose.
  5. E) O volvo gástrico é uma consequência frequente da HPE (75%-80% dos casos) e tem indicação de cirurgia de emergência assim que seu diagnóstico for estabelecido.

Pérola Clínica

HPE = alargamento crura diafragmática + estiramento membrana frenoesofágica.

Resumo-Chave

A hérnia paraesofágica (Tipo II de hérnia hiatal) é caracterizada pela migração de parte do estômago (geralmente o fundo) para o tórax ao lado do esôfago, através de um hiato esofágico alargado e com estiramento da membrana frenoesofágica, mantendo a junção esofagogástrica em sua posição anatômica.

Contexto Educacional

A hérnia paraesofágica (HPE), também conhecida como hérnia hiatal tipo II, é uma condição em que uma porção do estômago (geralmente o fundo) se hernia para o tórax através do hiato esofágico, enquanto a junção esofagogástrica permanece em sua posição anatômica normal. Embora menos comum que a hérnia por deslizamento (tipo I), a HPE possui um risco maior de complicações graves. A fisiopatologia da HPE envolve dois eventos centrais: o alargamento progressivo da crura diafragmática no hiato esofágico e o estiramento e enfraquecimento da membrana frenoesofágica, que normalmente ancora o estômago ao diafragma. Esses fatores permitem a migração do fundo gástrico para o mediastino. Os sintomas podem ser variados, desde plenitude pós-prandial e dor epigástrica até disfagia e anemia por sangramento crônico. O risco de estrangulamento e volvo gástrico, embora não tão alto quanto se pensava (não 90% ao ano), é uma preocupação significativa e justifica a indicação cirúrgica na maioria dos pacientes sintomáticos, e em alguns assintomáticos com grandes hérnias. O tratamento é cirúrgico, visando a redução da hérnia, reparo do hiato e fixação do estômago para prevenir recorrência e complicações.

Perguntas Frequentes

Quais os tipos de hérnia hiatal e suas diferenças?

Existem quatro tipos: Tipo I (por deslizamento, mais comum, JEC acima do diafragma); Tipo II (paraesofágica, JEC no lugar, fundo gástrico hernia); Tipo III (mista); Tipo IV (grandes hérnias com outros órgãos herniados).

Quais os sintomas mais comuns da hérnia paraesofágica?

Os sintomas podem ser inespecíficos, como dor epigástrica, plenitude pós-prandial, disfagia, náuseas e vômitos. Sintomas de refluxo são menos comuns que na hérnia por deslizamento.

Qual a principal complicação da hérnia paraesofágica e sua conduta?

O volvo gástrico é uma complicação grave, com risco de estrangulamento e necrose. É uma emergência cirúrgica que exige intervenção imediata.

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