UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Em relação às hérnias do orifício obturador, é correto afirmar que
Hérnia obturadora: rara, mais comum em idosas multíparas e emagrecidas.
A hérnia obturadora é uma condição incomum, mas importante de ser reconhecida, especialmente em pacientes idosos e emagrecidos. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas e à dificuldade de palpação, sendo a tomografia computadorizada o método de escolha.
A hérnia obturadora é uma condição incomum, representando cerca de 0,05% a 1% de todas as hérnias abdominais. É mais frequente em mulheres idosas, multíparas e com histórico de perda de peso significativa, devido à maior frouxidão dos tecidos pélvicos e ao alargamento do canal obturador. Sua importância clínica reside no alto risco de estrangulamento intestinal, que pode levar a um quadro de abdome agudo obstrutivo e morbimortalidade elevada se não diagnosticada e tratada precocemente. O diagnóstico da hérnia obturadora é notoriamente desafiador devido à sua raridade e à inespecificidade dos sintomas. A dor referida na face medial da coxa, joelho ou virilha, exacerbada por movimentos do quadril, é um achado comum. O sinal de Howship-Romberg, dor na face medial da coxa com rotação interna e extensão do quadril, é um achado clássico, mas presente em apenas cerca de 50% dos casos. A palpação de uma massa no triângulo femoral ou na parede vaginal pode ser possível em alguns pacientes magros. A tomografia computadorizada (TC) de pelve é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico e avaliar o conteúdo herniário. O tratamento da hérnia obturadora é sempre cirúrgico, mesmo em casos assintomáticos, devido ao alto risco de estrangulamento. A abordagem pode ser por via aberta (laparotomia) ou laparoscópica, sendo esta última preferível em muitos centros devido à menor morbidade e recuperação mais rápida. A escolha da técnica depende da experiência do cirurgião, das condições clínicas do paciente e da presença de complicações como estrangulamento. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento cirúrgico adequado, mas o atraso no diagnóstico pode levar a complicações graves.
Os sintomas são inespecíficos, incluindo dor na região medial da coxa, joelho ou virilha. O sinal de Howship-Romberg, dor referida na face medial da coxa com rotação interna e extensão do quadril, é sugestivo, mas não patognomônico.
O diagnóstico clínico é difícil. A tomografia computadorizada (TC) de pelve é o método de imagem de escolha, permitindo visualizar o saco herniário e sua relação com o nervo obturador.
O tratamento é cirúrgico, visando a redução do conteúdo herniário e o fechamento do defeito. Pode ser realizado por via aberta (laparotomia) ou laparoscópica, dependendo da experiência do cirurgião e das condições do paciente.
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