HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Neonato com 2 horas de vida, a termo, apresenta desconforto respiratório agudo, é submetido à radiografia de tórax sob suspeita de hérnia diafragmática. A lesão congênita localizada ântero-medial que caracteriza um defeito da junção esternocondral é mais comum na hérnia:
Hérnia diafragmática ântero-medial com defeito esternocondral → Hérnia de Morgagni.
A hérnia de Morgagni é um tipo raro de hérnia diafragmática congênita, caracterizada por um defeito na porção ântero-medial do diafragma, especificamente na junção esternocondral (forame de Morgagni). Diferencia-se da mais comum hérnia de Bochdalek, que é póstero-lateral.
A hérnia diafragmática congênita (HDC) é uma malformação grave que resulta da falha no fechamento do diafragma durante o desenvolvimento fetal, permitindo a herniação de órgãos abdominais para a cavidade torácica. Isso leva à hipoplasia pulmonar e hipertensão pulmonar persistente, causando desconforto respiratório agudo no neonato. Existem diferentes tipos de HDC, sendo a hérnia de Bochdalek a mais comum (póstero-lateral) e a hérnia de Morgagni a segunda mais frequente, caracterizada por um defeito ântero-medial na junção esternocondral (forame de Morgagni). Embora a de Morgagni possa ser assintomática e diagnosticada mais tarde na vida, ela pode se manifestar no período neonatal com desconforto respiratório, especialmente se houver grande volume de conteúdo herniado. O diagnóstico é feito por radiografia de tórax, que mostra alças intestinais, estômago ou fígado na cavidade torácica. O tratamento é cirúrgico, visando reposicionar os órgãos abdominais e fechar o defeito diafragmático. O prognóstico depende do grau de hipoplasia pulmonar e da presença de outras anomalias congênitas.
A hérnia de Morgagni é um defeito ântero-medial do diafragma (forame de Morgagni), enquanto a hérnia de Bochdalek é um defeito póstero-lateral (forame de Bochdalek) e é a forma mais comum e grave de hérnia diafragmática congênita.
Embora muitas vezes assintomática, pode causar desconforto respiratório, taquipneia, cianose, ou sintomas gastrointestinais como vômitos e dor abdominal, dependendo do conteúdo herniado e do grau de compressão pulmonar.
O diagnóstico é frequentemente pré-natal por ultrassonografia. No pós-natal, a radiografia de tórax revela alças intestinais ou outros órgãos abdominais na cavidade torácica, confirmando a presença da hérnia.
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