FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Em relação ao método de imagem para o diagnóstico de hérnia, julgue os itens que se seguem.I. O diagnóstico da hérnia inguinocrural deve ser realizado pelo exame clínico.II. O ultrassom deve ser o exame inicial em casos em que a história clínica é condizente com hérnia e seu exame físico é vago.III. Na persistência da dúvida diagnóstica, a ressonância nuclear magnética é superior à TC.IV. O exame físico e os exames de imagem não conseguem distinguir de forma confiável as hérnias inguinais das crurais.V. Os diagnósticos diferenciais incluem linfonodomegalia, hérnia incisional, hidrocele, pubeíte e osteíte. Assinale a alternativa correta.
Hérnia inguinocrural: diagnóstico primário clínico; USG para exame vago; RM superior à TC na dúvida; diferenciação inguinal/crural difícil por imagem.
O diagnóstico de hérnia inguinocrural é primariamente clínico. Exames de imagem como ultrassom, TC e RM são auxiliares, especialmente em casos de exame físico vago ou dúvida diagnóstica. A RM é superior à TC para tecidos moles e distinção fina. A diferenciação entre hérnias inguinais e crurais pode ser desafiadora mesmo com exames de imagem.
A hérnia inguinocrural é uma condição comum que se manifesta como uma protuberância na região da virilha, resultante da protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede muscular. É fundamental para o residente dominar o diagnóstico e os diferenciais, pois o manejo adequado previne complicações graves como o encarceramento e estrangulamento. O diagnóstico da hérnia inguinocrural é predominantemente clínico, baseado na história e no exame físico. A palpação de uma massa redutível que se torna mais proeminente com o aumento da pressão intra-abdominal (tosse, manobra de Valsalva) é o achado clássico. Em casos de exame físico vago ou inconclusivo, o ultrassom é o exame de imagem inicial de escolha, por ser não invasivo e dinâmico. Se a dúvida persistir, a ressonância nuclear magnética (RM) é superior à tomografia computadorizada (TC) para avaliar tecidos moles e diferenciar estruturas, embora a distinção entre hérnia inguinal e crural possa ser desafiadora mesmo com esses métodos. Os diagnósticos diferenciais são amplos e incluem condições como linfonodomegalia, hidrocele, varicocele, lipomas, abscesso, pubeíte e osteíte púbica. O tratamento definitivo da hérnia é cirúrgico, mas a decisão e o tipo de reparo dependem do tamanho da hérnia, sintomas, comorbidades do paciente e experiência do cirurgião. O reconhecimento precoce e a diferenciação correta são cruciais para evitar atrasos no tratamento e melhorar o prognóstico.
O exame clínico é a base do diagnóstico da hérnia inguinocrural. A palpação de uma protuberância redutível na região inguinal, que aumenta com a tosse ou manobra de Valsalva, é frequentemente suficiente para o diagnóstico.
Exames de imagem são indicados quando o exame físico é inconclusivo, em casos de dor crônica sem protuberância evidente, ou para diferenciar a hérnia de outras condições na região inguinocrural. O ultrassom é geralmente o exame inicial.
Os diagnósticos diferenciais incluem linfonodomegalia inguinal, lipoma, hidrocele, varicocele, cisto de cordão espermático, abscesso, pubeíte e osteíte púbica, entre outros.
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