SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Em relação às hérnias inguinocrurais em adultos, julgue os itens a seguir.I. O tratamento cirúrgico é indicado para homens sintomáticos com hérnia inguinocrural.II. O tratamento cirúrgico é indicado para mulheres não gestantes com hérnia inguinocrural, seja ela sintomática ou assintomática.III. O diagnóstico da hérnia inguinocrural deve ser feito pelo exame clínico.IV. O ultrassom deve ser o exame inicial em casos em que a história clínica é condizente com hérnia e o seu exame físico é vago.V. Os diagnósticos diferenciais incluem linfonodomegalia, hérnia incisional, hidrocele e pubeíte. Assinale a alternativa correta.
Hérnia inguinocrural: diagnóstico clínico, cirurgia para sintomáticos (homens) e quase todas as mulheres (risco encarceramento).
O diagnóstico de hérnia inguinocrural é primariamente clínico, com o exame físico sendo fundamental. O tratamento cirúrgico é a conduta padrão para homens sintomáticos e para a maioria das mulheres (mesmo assintomáticas, devido ao maior risco de hérnia femoral e suas complicações). Exames de imagem como o ultrassom são úteis em casos de exame físico inconclusivo.
As hérnias inguinocrurais representam uma das patologias cirúrgicas mais comuns, afetando milhões de pessoas anualmente. Elas são protrusões de conteúdo abdominal através de um defeito na parede abdominal na região inguinal ou femoral. A compreensão de sua anatomia, diagnóstico e manejo é fundamental para cirurgiões e clínicos gerais. A epidemiologia mostra maior prevalência em homens para hérnias inguinais, enquanto as hérnias femorais são mais comuns em mulheres. O diagnóstico da hérnia inguinocrural é predominantemente clínico, baseado na história e no exame físico. A inspeção e palpação da região inguinal e escrotal (em homens), com o paciente em pé e realizando manobras de Valsalva, são cruciais para identificar a protuberância e avaliar sua redutibilidade. Em casos de dúvida diagnóstica, especialmente quando o exame físico é vago ou para diferenciar de outras massas, exames de imagem como o ultrassom podem ser empregados. O tratamento definitivo para hérnias inguinocrurais é cirúrgico. As indicações para cirurgia incluem hérnias sintomáticas em homens e mulheres, e hérnias assintomáticas em mulheres devido ao maior risco de encarceramento e estrangulamento das hérnias femorais. O manejo expectante pode ser considerado em homens assintomáticos com hérnias inguinais redutíveis e de baixo risco, mas com acompanhamento rigoroso. As principais complicações incluem encarceramento (conteúdo não redutível) e estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniado), que são emergências cirúrgicas.
A hérnia inguinal ocorre acima do ligamento inguinal, podendo ser direta ou indireta, enquanto a hérnia femoral (crural) ocorre abaixo do ligamento inguinal, através do canal femoral. As hérnias femorais são mais comuns em mulheres e têm maior risco de encarceramento e estrangulamento.
A cirurgia é recomendada para mulheres com hérnia inguinocrural, mesmo assintomáticas, devido ao maior risco de desenvolver uma hérnia femoral (crural), que possui uma taxa significativamente mais alta de encarceramento e estrangulamento em comparação com as hérnias inguinais.
O ultrassom é particularmente útil quando a história clínica é sugestiva de hérnia, mas o exame físico é vago ou inconclusivo, ou para diferenciar a hérnia de outras massas na região inguinocrural, como linfonodomegalias ou hidroceles.
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