Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente de 65 anos de idade apresenta abaulamento em região inguinal direita há dois anos, com aumento progressivo, porém sem dor local. Ele trabalha em um almoxarifado, carregando caixas. Ao exame físico, observou-se abaulamento inguinal à direita, à manobra de Valsalva. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Hérnia inguinal: cirurgia laparoscópica com tela (TAPP/TEP) ↓ dor pós-op e acelera retorno ao trabalho.
Em pacientes com hérnia inguinal, especialmente aqueles com atividade física intensa ou que desejam um retorno rápido às atividades, a cirurgia laparoscópica (TAPP ou TEP) com colocação de tela é a abordagem preferencial. Essa técnica minimamente invasiva está associada a menor dor pós-operatória, menor tempo de recuperação e retorno mais precoce ao trabalho em comparação com as técnicas abertas.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens, caracterizada pelo abaulamento na região da virilha devido à protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede muscular. Embora possa ser assintomática, a hérnia inguinal tem risco de complicações graves como encarceramento e estrangulamento, o que justifica a indicação cirúrgica na maioria dos casos. O tratamento cirúrgico da hérnia inguinal evoluiu significativamente. As técnicas modernas, tanto abertas quanto laparoscópicas, utilizam telas protéticas para reforçar a parede abdominal, o que comprovadamente reduz as taxas de recidiva em comparação com as técnicas de sutura pura (como Bassini ou Shouldice). A técnica de Lichtenstein (aberta com tela) é amplamente utilizada e eficaz. No entanto, a cirurgia laparoscópica (Transabdominal Preperitoneal - TAPP ou Totally Extraperitoneal - TEP) tem ganhado destaque, especialmente em pacientes com hérnias bilaterais, recidivadas ou naqueles que buscam uma recuperação mais rápida. As vantagens da abordagem laparoscópica incluem menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, menor incidência de infecção de sítio cirúrgico e um retorno mais precoce às atividades laborais e físicas. Para um paciente de 65 anos, ativo e com hérnia progressiva, a cirurgia laparoscópica com tela representa a melhor opção para uma recuperação otimizada e minimização do impacto na sua qualidade de vida.
A cirurgia laparoscópica (TAPP ou TEP) oferece vantagens como menor dor pós-operatória, menor tempo de recuperação, menor incidência de infecção de ferida e um retorno mais rápido às atividades normais e ao trabalho, especialmente em hérnias bilaterais ou recidivadas.
A tela (prótese) é utilizada para reforçar a parede posterior do canal inguinal, reduzindo significativamente a taxa de recidiva da hérnia em comparação com as técnicas de sutura pura. É o padrão-ouro no reparo da hérnia inguinal, seja por via aberta (Lichtenstein) ou laparoscópica.
O tratamento cirúrgico é indicado para hérnias inguinais sintomáticas (com dor ou desconforto) e para hérnias assintomáticas em pacientes ativos ou com risco de complicações, como encarceramento ou estrangulamento. A cirurgia eletiva é preferível para evitar emergências.
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