PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
P.V.R.G., 72 anos, sexo masculino, é portador de volumosa hérnia inguinal à direita com episódios eventuais de dor em cólica. Relata que consegue reduzir o conteúdo herniário com manobras manuais, com alívio dos sintomas de cólicas. É tabagista. Outras comorbidades: diabetes, obesidade, hipertrofia prostática. Procurou um cirurgião e recebeu algumas orientações. Assinale a assertiva que apresenta uma orientação ERRADA:
Hérnia inguinal redutível em idoso com comorbidades → cirurgia indicada, com otimização pré-operatória.
Hérnias inguinais redutíveis em idosos, mesmo com comorbidades, geralmente têm indicação cirúrgica devido ao risco de encarceramento e estrangulamento. A otimização pré-operatória das comorbidades é crucial para reduzir riscos.
A hérnia inguinal é uma condição comum, especialmente em homens idosos, e sua correção cirúrgica é um dos procedimentos mais realizados em cirurgia geral. Embora a hérnia seja redutível, o risco de encarceramento ou estrangulamento, que são emergências cirúrgicas com alta morbimortalidade, persiste. Em pacientes idosos com múltiplas comorbidades, a decisão cirúrgica deve ponderar os riscos e benefícios, mas a cirurgia preventiva é frequentemente preferível a uma cirurgia de emergência. O preparo pré-operatório é crucial para otimizar o paciente e reduzir os riscos de complicações. Isso inclui o controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, a cessação do tabagismo (que aumenta o risco de complicações pulmonares e de recidiva da hérnia) e a avaliação de condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como a hipertrofia prostática, que pode levar a esforço miccional e, consequentemente, à recidiva. A técnica cirúrgica moderna para hérnias inguinais envolve o uso de tela protética, que demonstrou reduzir drasticamente as taxas de recidiva. Evitar a cirurgia em uma hérnia redutível, mesmo em um paciente com comorbidades, é uma orientação errada, pois expõe o paciente a um risco maior de complicações graves no futuro, que seriam tratadas em condições de emergência e com maior risco.
A cirurgia é geralmente indicada para hérnias inguinais redutíveis, mesmo em idosos com comorbidades, devido ao risco de encarceramento e estrangulamento, que podem levar a complicações graves e maior mortalidade.
Cuidados incluem suspensão do tabagismo, controle rigoroso do diabetes, redução de peso e avaliação de condições como hipertrofia prostática, visando minimizar riscos de infecção e recidiva.
A utilização de tela na herniorrafia inguinal é padrão ouro, pois reforça a parede abdominal, diminuindo significativamente a taxa de recidiva da hérnia em comparação com reparos sem tela.
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