Hérnia Inguinal Recidivada: Estratégias de Tratamento

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A hérnia inguinal é uma das patologias mais frequentes que se coloca ao Cirurgião Geral. Muitas vezes, considerada de menor importância, acarreta um impacto importante, pela interferência na qualidade de vida diária do doente. O tratamento de hérnias recidivadas ocupa cerca de 12% da cirurgia de hérnia inguinal. No que diz respeito ao tratamento de hérnias inguinais recidivadas, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A toda hérnia inguinal recidivada está contraindicada nova abordagem cirúrgica, independentemente, do tipo de técnica realizada.
  2. B) A opção cirúrgica, na recidiva da hérnia inguinal, deve ser diferente da realizada inicialmente, ou seja, se a primeira cirurgia tiver sido uma abordagem anterior, deve-se escolher um método aberto posterior ou técnica laparoscópica, porém, se a técnica inicial tiver sido posterior (laparoscópica), deve-se escolher uma abordagem anterior (Litchenstein).
  3. C) Na correção da hérnia inguinal recidivada está proibido o tratamento por uma técnica que utilize tela.
  4. D) Nova abordagem cirúrgica na recidiva da hérnia inguinal só está autorizada se, na cirurgia anterior, não tiver sido usada tela.
  5. E) No caso de hérnia inguinal recidivada sempre optar pela correção através da técnica de Bassini.

Pérola Clínica

Hérnia inguinal recidivada: Escolha via cirúrgica diferente da inicial (anterior → posterior/laparoscópica; posterior → anterior/Lichtenstein).

Resumo-Chave

No tratamento de hérnias inguinais recidivadas, a estratégia ideal é mudar a via de acesso cirúrgico em relação à cirurgia primária. Isso permite operar em um plano anatômico menos comprometido por fibrose e cicatrizes, otimizando o reparo e reduzindo novas recidivas.

Contexto Educacional

A hérnia inguinal é uma patologia cirúrgica comum, e sua recidiva, embora menos frequente com as técnicas modernas, representa um desafio para o cirurgião geral. O tratamento de hérnias recidivadas exige uma compreensão aprofundada da anatomia e das técnicas cirúrgicas. A principal diretriz é evitar o plano cicatricial da cirurgia anterior, optando por uma abordagem diferente (anterior se a prévia foi posterior, ou posterior se a prévia foi anterior). O uso de tela é mandatório para reforçar a parede abdominal e minimizar novas recorrências, independentemente da técnica escolhida.

Perguntas Frequentes

Por que a abordagem cirúrgica deve ser diferente na hérnia recidivada?

Mudar a via de acesso permite operar em um plano anatômico não comprometido por fibrose e cicatrizes da cirurgia anterior, facilitando a dissecção e otimizando o reparo.

Quais são as opções de abordagem para uma hérnia recidivada após uma cirurgia anterior aberta?

Se a primeira cirurgia foi uma abordagem anterior (ex: Lichtenstein), a recidiva deve ser tratada por uma abordagem posterior (aberta ou laparoscópica), como TAPP ou TEP.

É sempre necessário usar tela no reparo de hérnia inguinal recidivada?

Sim, o uso de tela é o padrão ouro no reparo de hérnias inguinais, incluindo as recidivadas, pois reduz significativamente as taxas de recorrência em comparação com reparos sem tela.

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