SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Paciente masculino, 70 anos, apresenta tumoração em região inguinal direita, dolorosa aos esforços, com aumento de volume progressivo há 01 ano. Já realizou cirurgia de herniorrafia inguinal convencional no local, há 20 anos. Fez um ultrassom de região inguinal que foi compatível com a presença de uma hérnia mista (componente direto e componente indireto).respeito da correção do defeito atual é ERRADO afirmar:
Hérnia inguinal recidivada pode ser corrigida por videolaparoscopia (TAPP/TEP), especialmente se a abordagem anterior foi aberta.
A correção videolaparoscópica é uma excelente opção para hérnias inguinais recidivadas, especialmente quando a cirurgia prévia foi por via aberta. A abordagem laparoscópica permite acessar um plano cirúrgico não dissecado anteriormente, minimizando o risco de lesão de estruturas e oferecendo uma recuperação mais rápida.
A hérnia inguinal recidivada representa um desafio cirúrgico, sendo mais complexa de tratar do que a hérnia primária devido à presença de tecido cicatricial e alterações anatômicas decorrentes da cirurgia anterior. A escolha da técnica cirúrgica é crucial para o sucesso do reparo e para minimizar novas recidivas. A afirmação de que a videolaparoscopia não pode ser realizada em hérnias recidivadas é incorreta. Na verdade, a abordagem laparoscópica (TAPP - Transabdominal Preperitoneal ou TEP - Totally Extraperitoneal) é frequentemente a preferida para hérnias recidivadas, especialmente quando a cirurgia anterior foi por via aberta. Isso ocorre porque a laparoscopia permite acessar o espaço pré-peritoneal por uma via não dissecada previamente, evitando o tecido cicatricial e reduzindo o risco de lesão de estruturas nervosas e vasculares. Independentemente da via (aberta ou laparoscópica), a correção de hérnias inguinais, especialmente as recidivadas, deve preferencialmente envolver o uso de tela protética e uma técnica "sem tensão". A tela reforça a parede abdominal, diminuindo significativamente as taxas de recidiva em comparação com os reparos primários de tecido. As orientações para evitar esforço no pós-operatório são essenciais para a cicatrização adequada e para prevenir a falha do reparo. A alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento é comum para pacientes sem comorbidades significativas, refletindo a natureza minimamente invasiva e a recuperação rápida de muitas herniorrafias modernas.
A videolaparoscopia (TAPP ou TEP) é vantajosa para hérnias recidivadas porque permite acessar a região inguinal por uma via não manipulada previamente, evitando o tecido cicatricial da cirurgia aberta anterior. Isso pode reduzir a dor pós-operatória, o risco de lesão nervosa e a taxa de nova recidiva.
A técnica sem tensão, que geralmente envolve o uso de tela protética, é crucial para reduzir a taxa de recidiva da hérnia inguinal. A tela reforça a parede abdominal sem criar tensão excessiva nos tecidos, que é um fator de risco conhecido para a falha da reparação.
As orientações pós-operatórias incluem evitar esforços físicos intensos, levantar pesos e atividades que aumentem a pressão intra-abdominal por um período determinado pelo cirurgião. O controle de fatores como tosse crônica, constipação e obesidade também é importante.
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