HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Um paciente de 55 anos de idade procurou o ambulatório de cirurgia, queixando-se de abaulamento em região inguinal direita há seis meses, com piora lenta e progressiva. Relata que o abaulamento piora com exercícios físicos. Refere apresentar, como doença associada, a hipertensão arterial, com uso regular de anti-hipertensivos. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com abdome plano, flácido e indolor e com abaulamento em região inguinal quando realiza a manobra de Valsalva. Com base nesse caso hipotética e nos conceitos médicos a ele associados, julgue o item a seguir. A melhor abordagem para uma hérnia recidivada que foi operada inicialmente por via aberta é a via laparoscópica, que evitaria as aderências da cirurgia anterior, proporcionando efetividade no tratamento e menos dor pós-operatória.
Hérnia inguinal recidivada após via aberta → abordagem laparoscópica para evitar aderências e reduzir dor.
A abordagem laparoscópica para hérnias inguinais recidivadas, especialmente após uma cirurgia aberta prévia, é vantajosa por permitir o acesso a um plano cirúrgico não dissecado, evitando as aderências da cirurgia anterior e potencialmente diminuindo a dor pós-operatória.
A hérnia inguinal recidivada representa um desafio cirúrgico significativo. A escolha da abordagem cirúrgica é crucial para o sucesso do tratamento e a minimização de complicações. Quando uma hérnia inguinal recidiva após um reparo por via aberta, a abordagem laparoscópica é frequentemente considerada a opção preferencial. A principal justificativa para a via laparoscópica (TAPP ou TEP) em casos de recidiva após cirurgia aberta é a capacidade de acessar o espaço pré-peritoneal por uma via não dissecada anteriormente. Isso evita a necessidade de dissecar através de um campo cirúrgico com aderências e cicatrizes da operação prévia, o que pode ser tecnicamente desafiador e aumentar o risco de lesões de nervos, vasos e outras estruturas. Além de contornar as aderências, a cirurgia laparoscópica para hérnias recidivadas pode oferecer benefícios como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação. A colocação de uma tela protética na região pré-peritoneal, tanto na TAPP quanto na TEP, proporciona um reforço robusto e duradouro, contribuindo para a redução das taxas de nova recidiva.
A via laparoscópica permite acessar um plano cirúrgico virgem, sem as aderências da cirurgia aberta anterior, o que reduz o risco de lesões, diminui a dor pós-operatória e pode oferecer um reparo mais robusto.
As principais técnicas são a TAPP (Transabdominal Preperitoneal) e a TEP (Totalmente Extraperitoneal). Ambas envolvem a colocação de uma tela na região pré-peritoneal para reforçar a parede abdominal e prevenir novas recidivas.
A reoperação por via aberta em um campo já operado aumenta o risco de lesões de estruturas adjacentes devido às aderências, além de maior dor, tempo de recuperação prolongado e potencial para complicações.
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