SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Lactente com 2 meses de idade apresenta-se com hérnia inguinal unilateral e assintomática. Nesse caso, deve-se:
Hérnia inguinal em lactente → sempre cirurgia, risco de encarceramento/estrangulamento.
Hérnias inguinais em lactentes, mesmo assintomáticas, têm alto risco de encarceramento e estrangulamento, que são emergências cirúrgicas. Por isso, a cirurgia eletiva é indicada no momento do diagnóstico para prevenir essas complicações.
A hérnia inguinal é uma das patologias cirúrgicas mais comuns na pediatria, especialmente em lactentes. Ela ocorre devido à persistência do processo vaginal, uma evaginação do peritônio que acompanha o testículo em sua descida para o escroto. Em meninas, o processo vaginal acompanha o ligamento redondo. Em crianças, a hérnia inguinal é quase sempre indireta. Mesmo que a hérnia seja unilateral e assintomática, como no caso do lactente de 2 meses, a conduta é a indicação cirúrgica no momento do diagnóstico. Isso se deve ao alto risco de encarceramento (quando o conteúdo herniário fica preso e não pode ser reduzido) e, consequentemente, de estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniário, levando à isquemia e necrose). O risco de encarceramento é inversamente proporcional à idade, sendo maior em lactentes e recém-nascidos. A cirurgia eletiva precoce visa prevenir essas complicações graves, que podem exigir cirurgia de emergência e ter desfechos piores, incluindo a perda do testículo em meninos. Portanto, tranquilizar os familiares e aguardar a melhora espontânea ou reavaliar em meses não são condutas apropriadas para hérnias inguinais em lactentes.
O principal risco de uma hérnia inguinal em lactentes é o encarceramento, onde o conteúdo herniário fica preso, e o estrangulamento, onde o suprimento sanguíneo é comprometido, levando à isquemia e necrose.
A cirurgia é indicada no momento do diagnóstico para prevenir o encarceramento e o estrangulamento, que são emergências cirúrgicas com morbidade significativa, especialmente em crianças pequenas.
Não, as hérnias inguinais em crianças são de origem congênita (persistência do processo vaginal) e não regridem espontaneamente, necessitando de correção cirúrgica.
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