SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Durante a consulta de puericultura de um lactente de 3 meses de idade identifica-se uma hérnia inguinal à direita. Sobre esta alteração encontrada ao exame físico é correto afirmar que:
Hérnia inguinal em lactente → alto risco de encarceramento/estrangulamento → cirurgia precoce.
Hérnias inguinais em lactentes e crianças pequenas têm um risco significativamente maior de encarceramento e estrangulamento do que em adultos, especialmente nos primeiros meses de vida. Por isso, a correção cirúrgica é indicada precocemente após o diagnóstico para prevenir essas complicações graves.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, especialmente em lactentes, com uma incidência maior em meninos e prematuros. Ela resulta da persistência do processo vaginal, uma evaginação do peritônio que acompanha a descida testicular e que normalmente se oblitera. Quando permanece patente, permite a passagem de conteúdo abdominal para o canal inguinal. O principal risco associado à hérnia inguinal em crianças é o encarceramento, que ocorre quando o conteúdo herniário (geralmente intestino) fica preso no saco herniário e não pode ser reduzido. O encarceramento é mais comum em lactentes menores de 6 meses e pode progredir para estrangulamento, uma condição isquêmica grave que pode levar à necrose intestinal. Devido ao alto risco de encarceramento e estrangulamento, a correção cirúrgica eletiva da hérnia inguinal é indicada no momento do diagnóstico em crianças, independentemente da idade, após a estabilização clínica. Em casos de encarceramento, a redução manual deve ser tentada, seguida de cirurgia eletiva. Se houver sinais de estrangulamento, a cirurgia de emergência é imperativa.
O risco de encarceramento é significativamente alto em lactentes, especialmente nos primeiros 6 meses de vida, devido à imaturidade das estruturas do canal inguinal. Isso justifica a indicação cirúrgica precoce.
A cirurgia eletiva é indicada no momento do diagnóstico em crianças, independentemente da idade, devido ao alto risco de encarceramento e estrangulamento. Em casos de encarceramento, tenta-se a redução manual seguida de cirurgia eletiva.
Sinais incluem choro inconsolável, irritabilidade, dor, vômitos, recusa alimentar, massa inguinal irredutível, endurecida e dolorosa. Em casos de estrangulamento, pode haver sinais de isquemia intestinal e sepse.
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