USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Menino de 11 meses de idade, ao chorar apresenta abaulamento em região inguinal esquerda. A mãe levou a criança ao pediatra que fez a hipótese diagnóstica de hérnia inguinal. Qual é a melhor conduta para o caso em questão?
Hérnia inguinal em lactente → indicação cirúrgica imediata devido alto risco de encarceramento/estrangulamento.
A hérnia inguinal em crianças, especialmente em lactentes, tem alto risco de encarceramento e estrangulamento, que são emergências cirúrgicas. Por isso, a conduta é a correção cirúrgica eletiva o mais breve possível após o diagnóstico, sem aguardar.
A hérnia inguinal é uma condição comum na pediatria, resultante da persistência do processo vaginal. Apresenta-se como um abaulamento na região inguinal, mais evidente ao choro ou esforço. É crucial para o residente reconhecer a importância do diagnóstico precoce e da conduta adequada. Em crianças, especialmente lactentes, o risco de encarceramento (conteúdo herniário preso) e estrangulamento (comprometimento vascular) é significativamente alto, podendo levar a isquemia intestinal e outras complicações graves. Por isso, a correção cirúrgica é a conduta de escolha e deve ser realizada o mais breve possível após o diagnóstico, de forma eletiva. A ultrassonografia não é necessária para confirmar o diagnóstico clínico de hérnia inguinal. A espera por resolução espontânea não é uma opção, pois a condição não regride. A intervenção cirúrgica precoce minimiza os riscos de emergências e melhora o prognóstico do paciente pediátrico.
Os principais riscos são o encarceramento, onde o conteúdo herniário fica preso e não pode ser reduzido, e o estrangulamento, uma complicação grave onde há comprometimento vascular do conteúdo herniário, levando à isquemia e necrose.
Não, a hérnia inguinal em crianças, especialmente em lactentes, não regride espontaneamente. Pelo contrário, o risco de complicações como encarceramento e estrangulamento é maior nessa faixa etária, justificando a intervenção cirúrgica.
A cirurgia deve ser indicada o mais breve possível após o diagnóstico, de forma eletiva, para evitar as complicações agudas. Não se deve aguardar um período prolongado, especialmente em lactentes.
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