UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Menino de 4 meses apresenta, há 2 semanas, abaulamento inguinal à direita que aparece quando chora e desaparece espontaneamente. Exame físico: abaulamento inguinal à direita, que reduz espontaneamente, sem sinais flogísticos; testículos tópicos. Com base na principal hipótese diagnóstica, a origem e o respectivo tratamento dessa doença são, respectivamente:
Hérnia inguinal pediátrica → Persistência do conduto peritoniovaginal; tratamento é herniorrafia eletiva.
A hérnia inguinal indireta em crianças é causada pela persistência do conduto peritoniovaginal, uma falha no fechamento embriológico. Manifesta-se como um abaulamento inguinal que aparece com o aumento da pressão intra-abdominal e reduz espontaneamente. O tratamento é cirúrgico (herniorrafia) em caráter eletivo, devido ao risco de encarceramento e estrangulamento.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, afetando principalmente meninos. Sua origem é congênita, decorrente da persistência do conduto peritoniovaginal, que permite a passagem de alças intestinais ou outros órgãos abdominais para o canal inguinal. Clinicamente, manifesta-se como um abaulamento na região inguinal que se torna mais evidente com o aumento da pressão intra-abdominal (choro, tosse) e pode reduzir espontaneamente. O diagnóstico é essencialmente clínico. O tratamento é cirúrgico (herniorrafia inguinal) em caráter eletivo, uma vez que o risco de encarceramento e estrangulamento é significativo, especialmente em lactentes, podendo levar a complicações graves como isquemia intestinal e necrose testicular.
A hérnia inguinal indireta em crianças resulta da persistência do processo vaginal (ou conduto peritoniovaginal), uma extensão do peritônio que acompanha o testículo em sua descida para o escroto. Normalmente, esse conduto se oblitera, mas se permanecer patente, permite a passagem de conteúdo abdominal para o canal inguinal, formando a hérnia.
Em lactentes, o principal sinal é um abaulamento na região inguinal que aparece com o choro, tosse ou esforço e geralmente desaparece espontaneamente quando a criança está relaxada ou dormindo. Pode ser indolor, mas o encarceramento pode causar dor, irritabilidade e vômitos.
O tratamento cirúrgico (herniorrafia) é recomendado devido ao alto risco de complicações, principalmente o encarceramento (quando o conteúdo herniado fica preso e não pode ser reduzido) e o estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniado, levando à isquemia e necrose). Esse risco é maior em lactentes e crianças pequenas.
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