UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Hérnias são protusões de vísceras abdominais através de um orifício herniário e constituem a patologia cirúrgica mais comum na faixa etária pediátrica. Sobre as hérnias na infância, é correto afirmar:
Hérnia encarcerada/estrangulada em criança = dor + edema + sinais de isquemia → cirurgia de urgência.
O encarceramento e estrangulamento de uma hérnia inguinal na infância são emergências cirúrgicas. O comprometimento vascular do conteúdo herniado (intestino, ovário) leva a edema, dor intensa e risco de isquemia e necrose, exigindo intervenção imediata para evitar complicações graves e preservar a viabilidade do órgão.
Hérnias inguinais são as patologias cirúrgicas mais comuns na faixa etária pediátrica, resultando da persistência do processo vaginal. Embora muitas sejam assintomáticas e redutíveis, o risco de encarceramento e estrangulamento é uma preocupação significativa, especialmente em lactentes. O reconhecimento precoce dos sinais de complicação é vital para evitar morbidade grave e garantir um desfecho favorável. O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniário fica preso no saco herniário e não pode ser reduzido manualmente. Se o suprimento sanguíneo para o conteúdo herniado for comprometido, ocorre o estrangulamento, uma emergência cirúrgica. Sinais incluem dor intensa, massa inguinal irredutível, edema, eritema e, em casos de isquemia intestinal, vômitos e distensão abdominal. No sexo feminino, a presença de ovário ou trompa no saco herniário é comum e, se encarcerado, também requer atenção urgente. A conduta para hérnias inguinais pediátricas é a correção cirúrgica. Em casos de encarceramento sem sinais de estrangulamento, pode-se tentar a redução manual, seguida de cirurgia eletiva. No entanto, se houver qualquer sinal de comprometimento vascular (dor intensa, edema, alteração de cor, sinais de obstrução), a intervenção cirúrgica imediata é imperativa para prevenir necrose do conteúdo herniado e suas consequências sistêmicas.
Os sinais de alerta incluem dor intensa e súbita na região inguinal, massa palpável irredutível, edema local, eritema e, em casos mais graves, sinais de obstrução intestinal como vômitos e distensão abdominal.
O comprometimento vascular indica estrangulamento, onde o suprimento sanguíneo do conteúdo herniado (ex: alça intestinal, ovário) é comprometido, levando a isquemia, necrose e risco de perfuração e sepse, exigindo cirurgia imediata.
Não, a redução manual da hérnia inguinal não exclui a necessidade de intervenção cirúrgica. Ela pode aliviar temporariamente os sintomas, mas a correção cirúrgica eletiva ainda é indicada para prevenir futuros encarceramentos e estrangulamentos.
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