UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Menino, 2 anos, apresenta abaulamento inguinal a direita redutível a manobra manual e hidrocele a direita, de início há duas semanas, sem sinais flogísticos locais. A conduta correta, neste caso, é:
Hérnia inguinal/hidrocele comunicante em criança = Herniorrafia sem tela (ligadura do processo vaginal).
Em crianças, a hérnia inguinal e a hidrocele comunicante são geralmente congênitas, decorrentes da persistência do processo vaginal. O tratamento é cirúrgico (herniorrafia) e, diferentemente dos adultos, a tela é evitada. A correção da hidrocele comunicante é feita pela mesma incisão inguinal.
A hérnia inguinal em crianças é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, afetando predominantemente meninos. É quase sempre do tipo indireta e congênita, resultante da falha no fechamento do processo vaginal após a descida testicular. A hidrocele comunicante, muitas vezes coexistente, também se deve à persistência dessa comunicação, permitindo a passagem de líquido peritoneal. O diagnóstico é clínico, com a observação de um abaulamento na região inguinal que pode ser redutível. Em crianças pequenas, a diferenciação entre hérnia e hidrocele comunicante pode ser desafiadora, mas a presença de um abaulamento que varia de tamanho e é redutível sugere hérnia. A ausência de sinais flogísticos indica que não há complicação aguda, como encarceramento ou estrangulamento. A conduta para hérnia inguinal em crianças é sempre cirúrgica, independentemente do tamanho, devido ao risco de encarceramento e estrangulamento. A herniorrafia inguinal pediátrica consiste na ligadura e ressecção do processo vaginal patente, sem o uso de tela, que é reservada para adultos. A correção da hidrocele comunicante é feita pela mesma incisão inguinal, ligando o processo vaginal. O prognóstico pós-operatório é excelente, com baixa taxa de recorrência.
A hérnia inguinal em crianças é quase sempre congênita e indireta, causada pela persistência do processo vaginal patente, uma comunicação entre a cavidade peritoneal e a bolsa escrotal ou lábio maior.
A tela não é utilizada em crianças para evitar o risco de complicações a longo prazo, como restrição do crescimento dos tecidos, dor crônica e infecção. A técnica padrão envolve a ligadura e ressecção do processo vaginal patente.
A hidrocele comunicante, que também resulta de um processo vaginal patente, é corrigida no mesmo ato cirúrgico da herniorrafia inguinal. A ligadura do processo vaginal na região inguinal é suficiente para resolver ambas as condições.
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