Hérnia Inguinal Laparoscópica: Drenos e Complicações Pós-Op

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022

Enunciado

O conhecimento sobre o manejo terapêutico das hérnias da parede abdominal, com destaque para as hérnias inguinais, apresentou incremento importante com as técnicas laparoscópicas para a correção dessa patologia. Sobre esse tema, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) o reparo endoscópico da hérnia inguinal apresenta taxa de dor pós-operatória precoce semelhante à correção por inguinotomia (técnica aberta).
  2. B) a técnica transperitoneal (TAAP) é mais segura e eficaz que a técnica totalmente extraperitoneal (TEP).
  3. C) o uso de drenos de forma rotineira não é indicado nas correções laparoscópicas das hérnias inguinais.
  4. D) após introdução da laparoscopia na correção das hénias inguinais não se recomenda mais a correção aberta das hérnias (inguinotomia).
  5. E) na TAP (técnica transperitoneal) não se recomenda o uso de telas pelo risco de fístulas intestinais.

Pérola Clínica

Reparo laparoscópico de hérnia inguinal: drenos não são rotineiramente indicados.

Resumo-Chave

As técnicas laparoscópicas para correção de hérnias inguinais (TEP e TAPP) são amplamente utilizadas. Uma prática comum e correta é evitar o uso rotineiro de drenos, pois eles não demonstraram benefício significativo na redução de seromas ou hematomas e podem aumentar o risco de infecção.

Contexto Educacional

O reparo laparoscópico das hérnias inguinais, seja pela técnica TEP (Totalmente Extraperitoneal) ou TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal), representa um avanço significativo na cirurgia da parede abdominal. Ambas as técnicas oferecem vantagens como menor dor pós-operatória, retorno mais rápido às atividades e menor incidência de infecção de sítio cirúrgico em comparação com as técnicas abertas. A escolha entre TEP e TAPP muitas vezes depende da experiência do cirurgião e das características do paciente, com ambas demonstrando eficácia e segurança comparáveis. Um ponto crucial no manejo pós-operatório é a indicação de drenos. A literatura atual e as diretrizes cirúrgicas não recomendam o uso rotineiro de drenos nas correções laparoscópicas de hérnias inguinais. Estudos demonstram que a drenagem profilática não reduz significativamente a incidência de seromas ou hematomas e pode, inclusive, aumentar o risco de infecção ou dor no local do dreno. A decisão de drenar deve ser individualizada para casos específicos de sangramento intraoperatório significativo ou grande espaço morto. É importante notar que, embora a laparoscopia tenha ganhado destaque, a correção aberta (inguinotomia) ainda possui seu lugar, especialmente em pacientes com contraindicações à laparoscopia, hérnias encarceradas ou estranguladas, ou em centros com menos recursos. A dor pós-operatória precoce tende a ser menor nas abordagens laparoscópicas, mas a dor crônica pode ocorrer em ambas as técnicas. O uso de telas é fundamental em ambas as abordagens para reforço da parede abdominal e redução da taxa de recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais as principais vantagens da correção laparoscópica da hérnia inguinal?

As vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor taxa de infecção de ferida e a possibilidade de reparar hérnias bilaterais simultaneamente.

Quando é indicado o uso de drenos na cirurgia de hérnia inguinal?

O uso de drenos não é rotineiramente indicado na correção laparoscópica de hérnias inguinais, sendo reservado para casos selecionados com sangramento excessivo ou grande espaço morto.

Qual a diferença entre as técnicas TEP e TAPP para hérnia inguinal?

A TEP (Totalmente Extraperitoneal) acessa o espaço pré-peritoneal sem entrar na cavidade abdominal, enquanto a TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal) envolve a entrada na cavidade abdominal e dissecção do peritônio para acessar o espaço pré-peritoneal.

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