INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
O tratamento definitivo de todas as hérnias, independente da origem ou tipo, é o reparo cirúrgico. Atualmente, opta-se por cirurgia laparoscópica, pois temos uma recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória. Entretanto, existem algumas contraindicações à cirurgia laparoscópica. Nestes casos, devemos optar pela cirurgia aberta. São contraindicações à abordagem laparoscópica, exceto:
Hérnia inguinal estrangulada/encarcerada, cirurgia pélvica prévia, ascite, infecção ativa → Contraindicações relativas/absolutas à laparoscopia.
A cirurgia laparoscópica para hérnias oferece vantagens como menor dor e recuperação mais rápida, mas possui contraindicações. Uma pequena hérnia escrotal redutível é, na verdade, uma boa indicação para a abordagem laparoscópica.
O reparo cirúrgico é o tratamento definitivo para hérnias, e a abordagem laparoscópica tem ganhado destaque devido aos seus benefícios, como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. No entanto, a escolha entre a via laparoscópica e a aberta depende de diversos fatores clínicos e do paciente, sendo fundamental conhecer as contraindicações da laparoscopia. As contraindicações à cirurgia laparoscópica podem ser absolutas ou relativas. Condições como hérnias estranguladas ou encarceradas, infecção ativa no local cirúrgico, ascite significativa e cirurgias pélvicas prévias com risco de aderências são consideradas contraindicações relativas ou absolutas, pois aumentam a complexidade e os riscos do procedimento laparoscópico. Nesses cenários, a cirurgia aberta pode ser a opção mais segura e eficaz. Por outro lado, hérnias pequenas e redutíveis, como uma pequena hérnia escrotal redutível, são frequentemente boas indicações para o reparo laparoscópico. A compreensão dessas nuances é vital para o residente, garantindo a seleção da técnica cirúrgica mais apropriada para cada paciente, otimizando os resultados e minimizando as complicações.
As principais vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e um retorno mais precoce às atividades normais em comparação com a cirurgia aberta.
Em casos de hérnia estrangulada ou encarcerada, há um risco aumentado de lesão intestinal, dificuldade na redução do conteúdo herniário e maior chance de contaminação da cavidade abdominal, tornando a abordagem aberta mais segura e direta.
A cirurgia pélvica prévia pode levar à formação de aderências, o que aumenta o risco de lesão de órgãos intra-abdominais durante a dissecção laparoscópica e pode dificultar o acesso e a visualização do campo operatório.
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