HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Das condições com possibilidade cirúrgica encontradas no exame físico do lactente menor de 6 meses, algumas podem ter conduta expectante e monitoramento clínico, EXCETO:
Hérnia inguino escrotal em lactente → risco de encarceramento/estrangulamento → conduta cirúrgica precoce.
Em lactentes, a hérnia inguino escrotal (inguinal) tem alto risco de encarceramento e estrangulamento, necessitando de correção cirúrgica eletiva precoce, diferentemente de outras condições pediátricas que podem ter conduta expectante.
A hérnia inguinal em lactentes é uma condição cirúrgica comum que se manifesta como um abaulamento na região inguinal ou escrotal. Sua importância clínica reside no alto risco de complicações como encarceramento (quando o conteúdo herniário não pode ser reduzido) e estrangulamento (quando há comprometimento vascular do conteúdo), que podem levar à isquemia e necrose intestinal ou testicular. O diagnóstico é clínico, através do exame físico. A fisiopatologia envolve a persistência do processo vaginal, uma comunicação entre a cavidade peritoneal e a bolsa escrotal (ou lábio maior nas meninas). Diferentemente de outras condições pediátricas como fimose fisiológica, hérnia umbilical (que frequentemente fecha espontaneamente até os 2-4 anos), hidrocele comunicante (que pode resolver até 1-2 anos) e estrabismo convergente (que pode ser fisiológico até 6 meses), a hérnia inguinal não tende à resolução espontânea e o risco de complicações é significativo, justificando a intervenção. O tratamento da hérnia inguinal em lactentes é cirúrgico, geralmente eletivo, mas deve ser realizado precocemente para minimizar o risco de encarceramento e estrangulamento. A cirurgia consiste na ligadura do processo vaginal. O prognóstico é excelente quando tratada adequadamente, mas atrasos podem resultar em morbidade grave, incluindo perda de órgãos. É crucial para o residente saber diferenciar as condições que demandam cirurgia das que permitem conduta expectante.
Sinais incluem dor, irritabilidade, choro persistente, abaulamento irredutível e endurecido na região inguinal/escrotal, e em casos avançados, sinais de obstrução intestinal.
Devido ao alto risco de encarceramento e estrangulamento, que pode levar à isquemia intestinal ou testicular, a correção cirúrgica precoce é recomendada para evitar complicações graves.
Condições como fimose fisiológica, hérnia umbilical (até 2-4 anos), hidrocele comunicante (até 1-2 anos) e estrabismo convergente (até 6 meses) frequentemente permitem observação clínica.
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