Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Marque a alternativa correta sobre hérnia inguinal na infância:
Hérnia inguinal em crianças pequenas → maior risco de encarceramento/estrangulamento, exigindo intervenção precoce.
Em crianças, especialmente lactentes e neonatos, o risco de encarceramento e estrangulamento da hérnia inguinal é significativamente maior devido à fragilidade dos tecidos e à dificuldade em identificar os sinais precoces. Essa complicação pode levar à isquemia intestinal e requer cirurgia de urgência, justificando a indicação de reparo cirúrgico eletivo assim que o diagnóstico é feito.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, sendo quase sempre do tipo indireta e congênita, decorrente da falha no fechamento do processo vaginal. Sua prevalência é maior em meninos e em prematuros. A compreensão de suas características e riscos é fundamental para residentes de pediatria e cirurgia pediátrica. O diagnóstico da hérnia inguinal na infância é predominantemente clínico, baseado na história de abaulamento intermitente na região inguinal ou escrotal, que se torna mais evidente com o choro ou esforço. Diferente dos adultos, a manobra de introdução do dedo no canal inguinal não é habitualmente utilizada em crianças. O exame físico deve ser realizado com a criança calma e, se possível, em posição que favoreça a visualização do abaulamento. Um ponto crítico é que o risco de complicações, como o encarceramento (quando o conteúdo herniado não pode ser reduzido) e o estrangulamento (comprometimento vascular do conteúdo herniado), é significativamente maior em lactentes e crianças pequenas. Devido a esse risco elevado de isquemia intestinal e outras morbidades, o tratamento da hérnia inguinal na infância é cirúrgico e deve ser realizado eletivamente assim que o diagnóstico é estabelecido, sem demora, especialmente em neonatos e lactentes.
Na infância, a hérnia inguinal é quase sempre do tipo indireta, resultante da persistência do processo vaginal, uma falha no fechamento do conduto peritônio-vaginal. Isso permite que conteúdo abdominal (alças intestinais, ovário) se projete para o canal inguinal.
Uma hérnia encarcerada se manifesta como uma massa irredutível na região inguinal, frequentemente dolorosa, acompanhada de irritabilidade, vômitos, distensão abdominal e recusa alimentar. Em casos de estrangulamento, pode haver sinais de toxicidade sistêmica e alteração da coloração da pele sobre a hérnia.
A hérnia inguinal é mais comum no lado direito (cerca de 60%), seguida pelo lado esquerdo (30%) e bilateral (10-15%). A maior frequência à direita é atribuída ao fechamento mais tardio do processo vaginal nesse lado.
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