UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar, sobre a hérnia inguinal na infância, que:
Hérnia inguinal infantil = persistência do conduto peritônio-vaginal → ligadura alta do saco herniário.
A hérnia inguinal na infância é predominantemente do tipo indireta e resulta da persistência do conduto peritônio-vaginal (processus vaginalis). O tratamento é cirúrgico e consiste na ligadura alta do saco herniário, sem a necessidade de uso de tela ou material protético, como em adultos, devido à diferente fisiopatologia.
A hérnia inguinal é uma das condições cirúrgicas mais comuns na pediatria, afetando cerca de 1-5% das crianças, com maior incidência em prematuros e meninos. É quase sempre do tipo indireta e congênita, resultando da falha na obliteração do conduto peritônio-vaginal (processus vaginalis), que é uma extensão do peritônio que acompanha o testículo em sua descida para o escroto. A compreensão dessa etiologia é fundamental para o diagnóstico e manejo. Clinicamente, a hérnia inguinal se manifesta como um abaulamento na região inguinal que pode se estender ao escroto, geralmente visível ou palpável durante choro, tosse ou esforço. O diagnóstico é primariamente clínico. A principal complicação é o encarceramento, onde o conteúdo herniado (geralmente intestino) fica preso, podendo progredir para estrangulamento (comprometimento vascular), uma emergência cirúrgica que pode levar à necrose intestinal ou testicular. O tratamento da hérnia inguinal na infância é cirúrgico e eletivo, realizado logo após o diagnóstico para prevenir complicações. A técnica padrão é a herniorrafia inguinal, que envolve a ligadura alta do saco herniário no anel inguinal interno. Diferente dos adultos, não há necessidade de reforço da parede posterior com telas, pois a causa é a persistência do conduto e não a fraqueza da parede. Em casos de encarceramento, tenta-se a redução manual; se bem-sucedida, a cirurgia pode ser postergada por 24-48 horas para diminuir o edema. Se houver sinais de estrangulamento ou falha na redução, a cirurgia é de emergência.
A principal causa da hérnia inguinal em crianças é a persistência do conduto peritônio-vaginal (processus vaginalis), uma estrutura embrionária que normalmente se oblitera após a descida testicular. Sua falha em fechar cria um canal por onde o conteúdo abdominal pode herniar.
O tratamento padrão é a ligadura alta do saco herniário. Este procedimento consiste em identificar, isolar e ligar o saco herniário no anel inguinal interno, fechando a comunicação com a cavidade abdominal. Raramente é necessário o uso de telas ou reforços na parede abdominal em crianças.
A hérnia inguinal na infância tem indicação cirúrgica eletiva, geralmente assim que diagnosticada, devido ao risco de encarceramento e estrangulamento. Em casos de encarceramento, a cirurgia torna-se uma emergência após tentativa de redução manual, se não houver sinais de estrangulamento.
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